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CASO TEOTIHUACÁN

Ataque nas pirâmides do México: brasileiras estão entre feridos

Informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores.

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Imagem ilustrativa da notícia Ataque nas pirâmides do México: brasileiras estão entre feridos camera O responsável pelos disparos foi identificado como Julio César Jasso Ramírez, de 27 anos | Reprodução/Redes Sociais

O caso do tiroteio que pegou turistas de surpresa durante visita às pirâmides de Teotihuacán, no México, na última segunda-feira (20) segue sendo investigado e acaba de surpreender os brasileiros com uma nova informação.

Duas brasileiras ficaram feridas no ataque a tiros acontecido no início da semana. Uma das vítimas tem 13 anos e já recebeu alta hospitalar, mas permanece acompanhada da família. A outra brasileira, de 55 anos, segue internada em um hospital da região, mas não corre risco de vida, segundo o Itamaraty.

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Ao todo, o ataque matou uma turista canadense e feriu outras 11 pessoas. Entre as vítimas estão outro canadense, seis americanos, três colombianos, um russo e uma holandesa.

O responsável pelos disparos foi identificado como Julio César Jasso Ramírez, de 27 anos. Ele portava documento de identidade mexicano, conforme informou a Procuradoria-Geral do Estado do México.

Segundo as autoridades locais, Ramírez entrou no sítio arqueológico como turista comum e disparou contra visitantes na Pirâmide da Lua. Em seguida, forças de segurança o cercaram.

Por fim, ele usou a própria arma para tirar a própria vida durante o confronto. A ocorrência foi atendida por agentes da Guarda Nacional do México e da polícia.

No local, as autoridades apreenderam uma arma de fogo, munições e uma arma branca.

Como foi o ataque?

O primeiro chamado de emergência chegou às 11h20 de segunda-feira. O relato descrevia um homem que ameaçava civis. Sete minutos depois, as forças de segurança já estavam no local.

Câmeras de segurança registraram o atirador na Pirâmide da Lua. Dois agentes escalaram a pirâmide, surpreenderam Ramírez e um deles conseguiu atingi-lo na perna. Logo após ser ferido, ele se matou com a própria arma.

Segundo as investigações, Ramírez portava um revólver calibre 38, com capacidade para seis cartuchos, e conseguiu recarregá-lo duas vezes durante o ataque.

Além disso, levava consigo uma mochila com 52 cartuchos de munição e uma faca.

Autoridades mexicanas se pronunciam

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou em coletiva de imprensa, na terça-feira (21), que nunca havia visto algo semelhante no país. Ela também informou que as investigações apontam sinais de problemas psicológicos no atirador.

"Não se trata de algo ligado ao crime organizado. Foi um ato premeditado. A investigação deve continuar", declarou Sheinbaum.

O Secretário Federal de Segurança, Omar García Harfuch, avaliou que a atuação das forças de segurança impediu mortes adicionais.

"Se ele não tivesse sido ferido pela Guarda Nacional, é muito provável que tivesse tirado a vida de mais vítimas", disse.

Vídeos em circulação nas redes sociais mostram o atirador armado na pirâmide, enquanto outras pessoas aparecem caídas nas plataformas.

Numa das gravações, ele ameaça matar os visitantes, a quem chama de "reféns", e ordena que alguém desça para avisar as autoridades a recuar.

Uma testemunha, a jovem Laura Torres, relatou ter visto o suspeito disparar na pirâmide. Segundo ela, o atirador permitiu que algumas pessoas descessem, mas atirou contra outras.

Torres afirmou ter ouvido "mais de 20" tiros. "Primeiro eram esporádicos, depois começaram a acontecer um atrás do outro", contou a repórteres.

O perfil do atirador revelado pela investigação aponta para um planejamento detalhado.

O Procurador-Geral do Estado do México, José Luis Cervantes Martínez, explicou que Ramírez visitou o sítio previamente e se hospedou em hotéis próximos para planejar o ataque.

No domingo (18), ele se instalou em um hotel da região e, na manhã de segunda-feira, usou um aplicativo de transporte para chegar ao local.

Entre os pertences de Ramírez, as autoridades encontraram:

  • Literatura, imagens e manuscritos sobre eventos violentos nos EUA em abril de 1999;
  • Anotações com referências ao massacre de Columbine;
  • Roupas que imitavam as de um dos atiradores da escola americana.

O procurador afirmou que as evidências traçam um perfil psicopático do agressor, com tendência a copiar ataques ocorridos em outros lugares.

"É um indício e uma hipótese investigativa de que foi isso que aconteceu", acrescentou.

As autoridades também apontam que Ramírez era originário de Tlapa, cidade no estado de Guerrero, no sul do México. Contudo, um documento encontrado com ele indicava endereço na Cidade do México.

As pirâmides de Teotihuacán estão entre os sítios arqueológicos mais visitados do México. O complexo, que integra o Patrimônio Mundial da Unesco, recebe mais de 1,5 milhão de turistas por ano e fica ao norte da Cidade do México.

Relembre o massacre de Columbine

O massacre de Columbine, acontecido em 20 de abril de 1999, nos EUA, foi cometido por dois atiradores que mataram 13 estudantes.

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O ataque em Teotihuacán aconteceu na mesma data, 26 anos depois.

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