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PÂNICO NO TRANSATLÂNTICO

OMS confirma surto de hantavírus andino após mortes em cruzeiro de luxo.

Organização Mundial da Saúde investiga infecção rara em navio com mortes e evacuações.

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Imagem ilustrativa da notícia OMS confirma surto de hantavírus andino após mortes em cruzeiro de luxo. camera Caso envolve transmissão incomum entre contatos próximos e mobiliza múltiplos países. | Reprodução/Goiás246

Nesta quarta-feira (06), a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a ocorrência de um surto de infecção em um cruzeiro de luxo que permanece isolado após a identificação de casos graves e mortes entre passageiros. As investigações indicam que o agente envolvido pertence à cepa "Andes" do hantavírus, uma variante rara associada a episódios excepcionais de transmissão entre pessoas.

Segundo a OMS, o cenário registrado a bordo do navio envolve uma forma de contágio considerada incomum, embora o risco para a população em geral siga baixo. Em condições normais, o hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, mas autoridades não descartam a possibilidade de transmissão entre passageiros em contato próximo. "Tipo de vírus presente no surto é o hantavírus andino", afirmou a OMS.

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A organização destacou ainda que, embora raros, episódios de disseminação limitada já foram observados em surtos anteriores envolvendo a cepa Andes, que circula em países da América do Sul, incluindo a Argentina, ponto de partida do cruzeiro em março.

De acordo com informações da agência Reuters, testes conduzidos pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul confirmaram a presença da cepa em dois casos graves fora do navio: uma mulher holandesa que morreu em Joanesburgo e um cidadão britânico que segue hospitalizado na cidade.

"Esta é a única cepa conhecida por causar transmissão de pessoa para pessoa, mas essa transmissão é muito rara e, como dito anteriormente, só ocorre devido ao contato muito próximo", enfatizou.

O surto envolve o cruzeiro de luxo MV Hondius, que permanece isolado há dias próximo à costa de Cabo Verde, no oeste da África, com cerca de 150 pessoas a bordo. O país havia inicialmente impedido o desembarque dos passageiros por questões sanitárias.

Três mortes foram registradas entre passageiros: um casal holandês e um cidadão alemão. Além disso, três infectados foram retirados do navio por barco no porto da Praia, em Cabo Verde, na terça-feira (5).

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A situação gerou desdobramentos em diferentes países. O governo da Suíça informou que um homem que havia retornado ao país após viagem no navio foi diagnosticado com a infecção e está sendo tratado em Zurique. Já autoridades da Espanha confirmaram que aceitaram receber a embarcação após solicitação da OMS e da União Europeia, em conformidade com normas internacionais e princípios humanitários.

O destino final do navio deve ser o território espanhol, embora a decisão tenha gerado resistência política nas Ilhas Canárias, onde a embarcação deve atracar. O líder regional Fernando Clavijo declarou oposição à medida e pediu uma reunião urgente com o primeiro-ministro Pedro Sánchez. No entanto, a decisão final cabe ao governo central espanhol.

Enquanto isso, o rastreamento de contatos segue em andamento. O Ministério da Saúde da África do Sul informou que 62 pessoas já foram identificadas como possíveis contatos, incluindo tripulantes e profissionais de saúde. Nenhum dos monitorados, até o momento, apresentou diagnóstico positivo.

Desde o início do episódio, a OMS reforça que o risco de disseminação ampla permanece baixo e que os casos estão concentrados em um ambiente de contato próximo e prolongado a bordo do navio.

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