Um surto de hantavírus registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius na última semana colocou autoridades sanitárias internacionais em alerta e desencadeou uma operação de monitoramento envolvendo cinco países. O episódio já deixou três mortos e aumentou a preocupação de especialistas diante da possibilidade de transmissão entre pessoas da variante Andes do vírus.
As autoridades de saúde da África do Sul, Holanda, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos acompanham passageiros e tripulantes que tiveram contato com pessoas infectadas durante a viagem. Isso poque parte dos passageiros desembarcaram antes do surto ser totalmente identificado.
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No Reino Unido, britânicos ligados ao cruzeiro permanecem em isolamento domiciliar. Nos Estados Unidos, três pessoas seguem sob monitoramento, enquanto uma mulher foi testada em Amsterdã após possível exposição ao vírus.
O surto já provocou mortes fora do navio. Um casal holandês e um passageiro alemão morreram desde a partida da embarcação da Argentina. Além disso, três pessoas precisaram ser evacuadas para a Holanda e um paciente continua em tratamento em Zurique, na Suíça.
Autoridades sul-africanas também confirmaram a presença dessa cepa em dois casos associados ao cruzeiro. Diferentemente de outras variantes, o tipo Andes é considerado raro e possui registros de transmissão entre humanos em situações específicas de contato próximo.
Apesar da preocupação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não há indícios de que a variante tenha sofrido alterações capazes de aumentar a transmissibilidade. Segundo a entidade, também não existem evidências de risco elevado de disseminação em larga escala.
Contudo, especialistas consideram o episódio relevante para ampliar o entendimento sobre o comportamento do hantavírus. Segundo pesquisadores, surtos como esse podem ajudar cientistas a compreender melhor os mecanismos de transmissão da doença, tornando fundamental uma investigação detalhada do caso.
A origem inicial da infecção ainda não foi confirmada. Autoridades argentinas investigam a hipótese de que um casal holandês tenha contraído o vírus durante um passeio de observação de aves em Ushuaia. A suspeita é de exposição a roedores em uma área de aterro.
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O ambiente do navio também passou a ser considerado estratégico para as investigações epidemiológicas. Passageiros e tripulantes permaneceram durante semanas compartilhando áreas comuns desde a saída da embarcação da Argentina, em 1º de abril, o que pode ajudar especialistas a entenderem como ocorreu o contágio.
Agora, o MV Hondius segue para Tenerife, nas Ilhas Canárias. As autoridades espanholas decidiram que o navio ficará fundeado ao largo da costa, sem atracar diretamente no porto. A ministra da Saúde espanhola, Mónica García, informou que a previsão é de chegada no domingo.
Cerca de 150 pessoas continuam a bordo em isolamento enquanto aguardam a chegada à Espanha. Ao chegar no país, os passageiros deverão ser levados para uma área isolada antes da repatriação.
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