O avanço de casos de hantavírus a bordo de um cruzeiro internacional mobilizou autoridades sanitárias, governos europeus e até o Vaticano nos últimos dias. Neste domingo (10), o papa Leão XIV usou sua tradicional mensagem semanal para agradecer publicamente a recepção oferecida pelas Ilhas Canárias aos passageiros do navio MV Hondius, que enfrenta um surto da doença respiratória.
A embarcação está ancorada no porto de Granadilla, em Tenerife, após registrar oito casos notificados de hantavírus e três mortes durante a viagem.
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Durante discurso realizado na janela do Palácio Apostólico, na Cidade do Vaticano, o pontífice destacou a atuação humanitária das autoridades locais diante da emergência sanitária.
“Quero agradecer a hospitalidade que caracteriza o povo das Ilhas Canárias por permitir a chegada do navio de cruzeiro Hondius com pacientes infectados com hantavírus”, afirmou o papa durante a celebração em Roma.
Leão XIV também comentou sobre sua futura visita ao território espanhol, prevista para ocorrer entre os dias 6 e 12 de junho. A viagem marcará a primeira ida do pontífice a um país da União Europeia fora da Itália desde o início de seu papado.
“Estou contente por poder encontrar-me convosco no próximo mês, durante a minha visita às ilhas”, declarou.
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O desembarque dos passageiros começou ainda durante a madrugada deste domingo. Os primeiros a deixar o navio foram 14 espanhóis, entre passageiros e tripulantes, que seguiram posteriormente para Madri em uma aeronave militar disponibilizada pelo governo espanhol.
Outros grupos de passageiros oriundos dos Países Baixos, Alemanha e Grécia também devem ser retirados da embarcação gradualmente, conforme o protocolo sanitário montado pelas autoridades europeias.
O hantavírus é uma doença rara transmitida principalmente pelo contato com secreções de roedores silvestres contaminados. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, calafrios e problemas gastrointestinais, mas a doença pode evoluir para quadros respiratórios graves.
A Organização Mundial da Saúde acompanha o caso e classificou o risco global como baixo. Ainda assim, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, elogiou a estrutura montada em Tenerife para receber os passageiros.
“Quase 150 pessoas de 23 países estiveram no mar durante semanas, algumas delas de luto, todas assustadas e com saudades de casa”, afirmou Tedros em comunicado.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, classificou a operação de desembarque como um “sucesso”, apesar das dificuldades enfrentadas durante a crise sanitária envolvendo o cruzeiro.
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