A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de preocupação com o atual surto de ebola na República Democrática do Congo e emitiu um alerta sobre o risco de expansão da doença. A classificação do cenário passou para “muito alto” em nível nacional após o registro de novos casos e do aumento das preocupações com a transmissão para áreas vizinhas.
A mudança foi anunciada nesta sexta-feira (22) e reflete o avanço da doença em regiões urbanas, além das dificuldades enfrentadas para controlar rapidamente a disseminação do vírus.
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Segundo o diretor regional da OMS para a África, Mohamed Yakub Janabi, o cenário exige atenção e não pode ser tratado com subestimação.
Avanço dos casos preocupa autoridades
Dados mais recentes apontam 82 casos confirmados da doença no Congo. Além disso, cerca de 750 casos suspeitos seguem em investigação, junto com 177 mortes analisadas pelas autoridades sanitárias.
Especialistas também avaliam a possibilidade de o vírus ter circulado por aproximadamente dois meses antes da identificação oficial do surto.
A OMS informou que a reclassificação do risco ocorreu devido à dificuldade de conter a transmissão e às fragilidades do sistema de saúde local. A região afetada também enfrenta desafios como conflitos armados, deslocamentos populacionais e acesso limitado aos serviços médicos.
Variante identificada aumenta desafios
Outro fator que preocupa autoridades internacionais é a identificação da cepa Bundibugyo no atual surto. Até o momento, não existe uma vacina específica aprovada para essa variante, o que pode dificultar ainda mais as estratégias de controle.
A OMS considera que surtos de ebola exigem respostas rápidas, especialmente por causa do potencial de transmissão em ambientes sem medidas adequadas de prevenção.
O que é o ebola?
O ebola é uma doença viral grave que pode causar febre hemorrágica e falência de múltiplos órgãos. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas.
Apesar do alerta internacional, autoridades brasileiras informaram que não há casos confirmados da doença no país até o momento. Ainda assim, órgãos de saúde reforçam a necessidade de manter a vigilância ativa devido ao fluxo internacional de viajantes.
O atual cenário também reacende lembranças da epidemia registrada entre 2014 e 2016 na África Ocidental, considerada a mais letal da história da doença, com mais de 11 mil mortes registradas.
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