De acordo com um alerta feito nesta segunda-feira (25) pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, o surto de Ebola em rápida evolução na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda já está ultrapassando os esforços de resposta das equipes de saúde. Segundo a organização, o número mais recente é de 220 mortes suspeitas relacionadas à doença.
Durante uma reunião online da União Africana dedicada à crise sanitária, Tedros afirmou que o atraso na detecção de casos tem comprometido o controle da disseminação do vírus, fazendo com que as equipes atuem “tentando recuperar o atraso”. Ele acrescentou ainda que a tendência é de agravamento do surto antes de qualquer melhora.
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O chefe da OMS informou também que viajará nesta terça-feira (26) ao Congo, considerado o epicentro da epidemia, acompanhado de Chikwe Ihekweazu, responsável da organização por emergências em saúde. Segundo ele, países que fazem fronteira com o território congolês estão em alto risco e precisam adotar medidas imediatas de prevenção.
Neste fim de semana, Uganda confirmou mais dois casos de Ebola, elevando para sete o total de infecções confirmadas no país. Diante da expansão regional, a OMS declarou o surto da rara cepa Bundibugyo como uma emergência de saúde pública de importância internacional.
Além disso, Tedros destacou ainda que a contenção da doença tem sido dificultada pela instabilidade nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, no Congo, regiões consideradas altamente inseguras, além da inexistência de vacinas aprovadas para o vírus da cepa Bundibugyo.
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O que é o Ebola?
Segundo o Ministério da Saúde, a Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma zoonose, tendo o morcego como o reservatório mais provável. A transmissão para seres humanos ocorre principalmente por meio do contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinho.
O vírus pertence à família Filoviridae, gênero Ebolavirus, e foi identificado pela primeira vez em 1976, após surtos registrados no sul do Sudão e no norte da então República do Zaire (atual República Democrática do Congo), próximo ao rio Ebola, que deu origem ao nome da doença.
Atualmente, são conhecidas cinco espécies do vírus Ebola: Zaire Ebolavirus, Sudão Ebolavirus, Taï Forest Ebolavirus, Bundibugyo Ebolavirus e Reston Ebolavirus, sendo este último restrito a animais. Deles, o Zaire Ebolavirus é considerado o mais letal entre eles.
Antes chamada de febre hemorrágica Ebola, a doença é considerada grave e frequentemente fatal, podendo atingir taxas de letalidade de até 90%. Além dos humanos, ela também afeta primatas, como gorilas, chimpanzés e macacos, e provoca surtos esporádicos principalmente na África subsaariana.
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