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"CAÇADORA DE HERANÇA"

Mulher casada à força na infância teria envenenado 20 maridos

Acusada de conquistar a confiança de homens idosos para obter heranças, Kulthum Akbari foi condenada por 11 assassinatos e por uma tentativa de homicídio

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Imagem ilustrativa da notícia Mulher casada à força na infância teria envenenado 20 maridos camera Kulthum Akbari teria usado relacionamentos com homens idosos para obter heranças; autoridades acreditam que o número de vítimas pode ultrapassar 20 | Reprodução

O que durante anos pareceu uma sequência de fatalidades associadas ao avanço da idade acabou se transformando em um dos casos criminais mais chocantes investigados pelas autoridades iranianas. A sucessão de mortes de homens idosos ligados à mesma mulher permaneceu sem despertar grandes suspeitas por mais de duas décadas, até que o depoimento de uma das vítimas sobreviventes mudou os rumos da história.

Segundo as investigações, a protagonista desse enredo é Kulthum Akbari, acusada de ter transformado relacionamentos amorosos em um suposto esquema criminoso que resultou na morte de diversos companheiros e na obtenção de heranças e recursos financeiros. Ela tinha somente 11 anos de idade quando foi forçada a entrar em seu primeiro casamento.

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CONQUISTA, CONFIANÇA E SUSPEITAS

De acordo com as autoridades, Akbari costumava se aproximar de homens em idade avançada apresentando-se como uma pessoa dedicada e carinhosa. Em muitos casos, familiares que procuravam alguém para auxiliar nos cuidados de parentes idosos acreditavam ter encontrado uma companhia confiável.

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A estratégia, segundo os investigadores, permitia que ela conquistasse rapidamente a confiança das vítimas e de seus familiares, criando o ambiente ideal para o início dos relacionamentos.

MORTES TRATADAS COMO CAUSAS NATURAIS

As apurações apontam que, após os casamentos, o comportamento mudava. A acusada teria administrado sedativos e outros medicamentos em quantidades perigosas aos companheiros, provocando mortes que aparentavam ter ocorrido por razões naturais.

Como as vítimas tinham idades entre 65 e 82 anos, os falecimentos raramente despertavam questionamentos imediatos. Enquanto familiares lidavam com o luto, Akbari passava a ter acesso a bens e recursos deixados pelos maridos. Segundo a investigação, esse padrão teria sido repetido diversas vezes ao longo de aproximadamente 20 anos.

O SOBREVIVENTE QUE DESMONTOU O ESQUEMA MORTAL

A estrutura do suposto plano começou a desmoronar por causa do último marido da acusada. O homem, então com 82 anos, passou a desconfiar que estava sendo vítima de algo mais grave.

Pouco antes do que acreditava poder ser sua morte, ele relatou ao filho que estava sendo forçado a ingerir medicamentos em excesso. A denúncia chegou às autoridades e motivou uma investigação mais profunda sobre as circunstâncias envolvendo os relacionamentos da acusada.

Com o avanço das apurações, os investigadores encontraram uma extensa lista de ex-maridos falecidos ao longo de mais de duas décadas, reforçando as suspeitas sobre a repetição do mesmo padrão.

CONDENAÇÃO E NÚMERO DE VÍTIMAS

Durante as investigações, Akbari chegou a admitir a prática de múltiplos homicídios, embora tenha apresentado versões divergentes sobre a quantidade exata de vítimas. As autoridades trabalham com a hipótese de que o número total de homens mortos possa ultrapassar 20.

Em setembro de 2025, ela foi considerada culpada por 11 assassinatos. Além disso, recebeu uma pena adicional de 10 anos de prisão pela tentativa de homicídio do último marido. Justamente o único companheiro que sobreviveu e cuja denúncia ajudou a revelar o suposto esquema.

O caso ganhou ampla repercussão devido à longa duração dos crimes investigados, ao elevado número de vítimas e à forma como as mortes permaneceram por tantos anos sem levantar suspeitas significativas.

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