plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 28°
cotação atual R$


home
GUERRA E DIPLOMACIA

Trump afirma que Irã aceitou abrir mão de arma nuclear

Presidente dos EUA diz que acordo sobre programa nuclear já foi aceito por Teerã e revela participação do líder supremo iraniano nas negociações.

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Trump afirma que Irã aceitou abrir mão de arma nuclear camera Em meio à troca de ataques entre EUA e Irã, Trump anuncia suposto acordo sobre o programa nuclear iraniano e sinaliza possível encontro com liderança do país. | Daniel Torok/Casa Branca

O conflito entre Estados Unidos e Irã continua produzindo novos capítulos em uma crise que mistura diplomacia, disputas militares e incertezas sobre o futuro do programa nuclear iraniano. Em meio à troca de ataques no Golfo Pérsico e às negociações que ocorrem nos bastidores, declarações de autoridades americanas indicam que pode haver avanços em uma das questões mais sensíveis da atual guerra.

Nesta quarta-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo iraniano concordou em não desenvolver armas nucleares, um dos principais pontos de atrito entre Washington e Teerã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. A declaração surge um dia após o secretário de Estado, Marco Rubio, sinalizar que o Irã estaria demonstrando maior disposição para discutir aspectos relacionados ao seu programa nuclear.

CONTEÚDO RELACIONADO

TRUMP APONTA CONSENSO SOBRE PROGRAMA NUCLEAR

Em entrevista ao jornal norte-americano New York Post, Trump declarou que a proibição do desenvolvimento de armamentos nucleares foi uma condição aceita pelos iranianos durante as negociações.

Quer mais notícias internacionais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.

Segundo o presidente americano, impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear continua sendo a prioridade central das conversas entre os dois países. Ele ressaltou que Teerã teria concordado com essa exigência, embora tenha admitido que a posição iraniana ainda poderia mudar no futuro. A declaração, entretanto, ainda não recebeu confirmação oficial do governo iraniano.

LÍDER SUPREMO ESTARIA ENVOLVIDO NAS NEGOCIAÇÕES

Trump também afirmou que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, participa diretamente das tratativas diplomáticas. A presença de Mojtaba nas negociações ganhou destaque devido às especulações sobre seu estado de saúde. O aiatolá, de 56 anos, teria sido ferido durante os ataques promovidos por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Desde então, ele não voltou a aparecer publicamente, alimentando rumores sobre a gravidade dos ferimentos.

As autoridades iranianas, porém, negam qualquer situação crítica e sustentam que o líder sofreu apenas lesões consideradas superficiais. Seu pai, Ali Khamenei, que ocupava anteriormente o posto de líder supremo, morreu durante um dos bombardeios.

Questionado sobre um possível encontro com Mojtaba, Trump afirmou que estaria disposto a se reunir com ele e com outras lideranças envolvidas no processo de negociação, dependendo da evolução dos acontecimentos.

CONFRONTOS SE INTENSIFICAM NO ESTREITO DE ORMUZ

Enquanto os canais diplomáticos permanecem abertos, a situação militar no Golfo Pérsico continua se agravando. Na noite da última terça-feira (2), forças americanas lançaram um míssil contra um petroleiro acusado de tentar contornar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

O bloqueio foi implementado após o Irã restringir a passagem na região no início do conflito. Washington considera a medida uma resposta às ações iranianas e busca impedir o fluxo comercial ligado ao país.

Além disso, os Estados Unidos informaram ter interceptado três drones que, segundo a versão americana, foram lançados pelo Irã contra embarcações civis que navegavam na área. As forças dos EUA também anunciaram ataques contra alvos localizados na ilha iraniana de Qeshm.

IRÃ DENUNCIA ATAQUES E PROMETE REAÇÃO

Após os episódios, a Guarda Revolucionária Islâmica acusou os Estados Unidos de atingir um petroleiro iraniano próximo ao Estreito de Ormuz. De acordo com a corporação militar, o projétil provocou danos na casa de máquinas da embarcação. Em nota, a organização advertiu que qualquer agressão receberá uma resposta capaz de servir de exemplo para futuros confrontos.

Pouco depois, os iranianos anunciaram um ataque com mísseis e drones contra o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos, sediada no Bahrein. A informação, no entanto, foi contestada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, que rejeitou a versão apresentada por Teerã.

BOMBARDEIO NO KUWAIT AMPLIA CRISE REGIONAL

A escalada do conflito também alcançou o Kuwait. O governo iraniano afirmou ter realizado um bombardeio contra um terminal de passageiros do aeroporto internacional do país. O ataque provocou a suspensão temporária das operações aéreas no local.

Em resposta, o porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, Saud Abdulaziz Al-Atwan, classificou a ação como uma “agressão criminosa iraniana”. Segundo ele, o bombardeio causou danos materiais significativos à estrutura do terminal e deixou pessoas feridas.

Com negociações em andamento e confrontos militares se expandindo pela região, o Oriente Médio segue vivendo um dos momentos mais delicados dos últimos anos, com impactos potenciais sobre a segurança internacional e o mercado global de energia.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Mundo Notícias

    Leia mais notícias de Mundo Notícias. Clique aqui!