A esposa do zagueiro venezuelano Hector Bello foi encontrada morta na última quinta-feira (25/06), sob os escombros do prédio onde a família morava, em La Guaira, uma das áreas mais castigadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela. A filha do casal, ainda bebê, foi retirada com vida dos destroços, enquanto as operações de resgate continuam em busca de sobreviventes e desaparecidos.
A confirmação da morte da companheira levou o defensor a publicar uma mensagem de despedida nas redes sociais. Em um relato emocionado, Bello expressou a dor da perda e mencionou a filha do casal, que sobreviveu ao desabamento. "Você nos deixou sozinhos nessa luta, mamãe. Você me deixou sozinho com nossa filha", escreveu o jogador.
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DESABAMENTO APÓS DOIS TERREMOTOS
O edifício onde a família vivia desabou após os fortes tremores que atingiram o norte venezuelano. Aos 28 anos, Hector Bello está sem clube. Até 2025, o defensor atuava pelo Bolívar SC, equipe da cidade de Ciudad Bolívar.
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OPERAÇÕES DE RESGATE CONTINUAM NAS ÁREAS DESTRUÍDAS
A morte da esposa do atleta ocorreu durante as intensas operações de busca realizadas nas regiões mais afetadas pelos terremotos. Equipes de emergência seguem retirando vítimas dos escombros e procurando pessoas desaparecidas.
A tragédia também atingiu outras famílias ligadas ao futebol. O jogador argentino Lucas Trejo informou que parte de seus familiares desapareceu após os abalos sísmicos, aumentando o clima de apreensão entre parentes que aguardam notícias das equipes de resgate.
TERREMOTOS FORAM OS MAIS FORTES REGISTRADOS EM MAIS DE UM SÉCULO
Os dois terremotos ocorreram na quarta-feira (24), com magnitudes de 7,2 e 7,5. Os tremores aconteceram com apenas 39 segundos de diferença e são considerados os mais intensos registrados na Venezuela em mais de 100 anos.
Além de provocar o desabamento de diversos edifícios, os abalos danificaram parte da infraestrutura de Caracas e de cidades vizinhas. Os tremores também foram sentidos na Colômbia e em regiões do Brasil.
NÚMERO DE VÍTIMAS CONTINUA AUMENTANDO
De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, a tragédia deixou 235 mortos, 1.520 feridos e cerca de 200 pessoas ainda presas sob os escombros.
Paralelamente às buscas oficiais, uma plataforma criada por voluntários reúne informações sobre desaparecidos. Até o momento, foram registrados 43.308 casos, dos quais 39.989 pessoas continuam sem contato e 3.319 já foram localizadas.
As equipes de emergência permanecem concentradas no resgate de sobreviventes e na identificação das vítimas.
COMUNIDADE INTERNACIONAL AMPLIA AJUDA HUMANITÁRIA
Diante da gravidade da situação, diversos países anunciaram apoio às operações de socorro. Estados Unidos, Brasil, El Salvador, México e Ucrânia confirmaram o envio de equipes especializadas para reforçar os trabalhos de busca e resgate.
O governo norte-americano também informou a liberação de US$ 150 milhões em assistência humanitária, além do deslocamento de bombeiros, médicos, engenheiros e especialistas em gestão de emergências para atuar nas regiões devastadas.
Segundo uma avaliação preliminar do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o impacto da destruição causada pelos terremotos pode fazer com que o número final de mortos ultrapasse 10 mil pessoas.
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