A tragédia provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela ganhou novos contornos com a divulgação de imagens registradas em La Guaira, região mais afetada pelos abalos sísmicos. Os registros mostram dezenas de corpos organizados em uma estrutura emergencial para identificação das vítimas, enquanto as autoridades intensificam as operações de resgate. Segundo o governo venezuelano, o número de mortos chegou a 1.719.
As imagens revelam o trabalho de bombeiros, policiais, militares e profissionais da saúde, que utilizam equipamentos de proteção durante o recolhimento dos corpos. Em meio à operação, familiares acompanham a movimentação na esperança de obter notícias sobre parentes desaparecidos.
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ESTRUTURA EMERGENCIAL FOI MONTADA PARA IDENTIFICAÇÃO DAS VÍTIMAS
Diante do elevado número de mortos recuperados desde os tremores, as autoridades instalaram um centro provisório para organizar o processo de identificação dos corpos.
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Os cadáveres foram colocados em sacos mortuários enquanto equipes especializadas realizam os procedimentos necessários. Paralelamente, voluntários e agentes de resgate continuam vasculhando áreas destruídas na tentativa de localizar sobreviventes sob os escombros.
LA GUARIA É DECLARADA ZONA DE DESASTRE

O governo venezuelano decretou estado de "zona de desastre" para La Guaira, considerada a área mais devastada pelos terremotos. A presidente interina, Delcy Rodríguez, classificou o episódio como uma tragédia nacional e alertou que o número de vítimas pode aumentar à medida que as buscas prosseguem.
Segundo informações oficiais, mais de 100 edifícios desabaram na região, deixando milhares de pessoas desalojadas e comprometendo parte significativa da infraestrutura urbana.
SERVIÇOS ESSENCIAIS AINDA ESTÃO SENDO RESTABELECIDOS

Além das operações de busca e salvamento, equipes trabalham para recuperar serviços básicos interrompidos pelos terremotos.
O fornecimento de energia elétrica, o abastecimento de água e o acesso às principais vias seguem entre as prioridades das autoridades para atender a população afetada.
NÚMERO DE MORTOS E FERIDOS CONTINUA AUMENTANDO
O balanço mais recente divulgado pelo governo da presidente Delcy Rodríguez aponta 1.719 mortes em decorrência dos terremotos.
O número de feridos subiu para 5.034, enquanto 15.866 pessoas permanecem fora de suas casas em consequência da destruição provocada pelos abalos sísmicos.
DOIS FORTES TERREMOTOS ATINGIRAM O NORTE DA VENEZUELA
O primeiro terremoto, de magnitude 7,1, ocorreu no fim da tarde de quarta-feira (24), com epicentro nas proximidades da cidade de Morón, no norte do país. Pouco tempo depois, um segundo tremor, de magnitude 7,5, atingiu a mesma região, agravando ainda mais os danos estruturais.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro abalo ocorreu a aproximadamente 21 quilômetros de profundidade, fator que contribuiu para que os tremores fossem sentidos com maior intensidade nas cidades próximas ao epicentro.
TREMORES FORAM SENTIDOS EM OUTROS PAÍSES E GERARAM ALERTA DE TSUNAMI
Moradores de Caracas registraram imagens de edifícios danificados e grandes nuvens de poeira provocadas pelos desabamentos. Os tremores também foram percebidos em diversas regiões da Colômbia, conforme informou o Serviço Geológico Colombiano (SGC).
Após os terremotos, o Centro de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos emitiu um aviso preventivo para áreas costeiras localizadas em um raio de até 300 quilômetros do epicentro, incluindo regiões próximas a Porto Rico e às Ilhas Virgens Americanas. Posteriormente, as autoridades descartaram risco significativo para localidades mais distantes.
Enquanto isso, equipes venezuelanas e missões internacionais seguem mobilizadas nas operações de resgate, assistência humanitária e apoio às milhares de famílias atingidas pela maior tragédia sísmica registrada recentemente no país.
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