A Rússia afirmou neste domingo (02/08) que o atentado ocorrido em um restaurante de Moscou, que terminou com cinco mortos, teve como principal objetivo intimidar cidadãos italianos que trabalham no país. A declaração foi feita pela Embaixada russa em Roma, enquanto autoridades italianas rejeitaram a acusação e classificaram a versão apresentada por Moscou como inverídica.
O ataque ocorreu na noite de sábado (01/08), quando uma mulher, cuja identidade ainda não foi divulgada, chegou à entrada do restaurante italiano Balzi Rossi, localizado no centro de Moscou, carregando um artefato explosivo.
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A bomba detonou antes que ela conseguisse entrar no estabelecimento, provocando a morte da própria portadora e de outras quatro pessoas que estavam próximas ao local.
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No momento da explosão, o restaurante recebia um jantar reservado. Informações divulgadas por fontes não oficiais indicam que o encontro reunia militares de alta patente das Forças Armadas russas.
GENERAL RUSSO ESTARIA ENTRE OS HOMENAGEADOS
Segundo relatos, o evento teria sido organizado para celebrar o aniversário de 55 anos do general Alexander Chayko, comemorado em 27 de julho. Recentemente, ele assumiu o comando da Força Aérea da Rússia.
O militar é acusado pelo governo da Ucrânia de ter participado da organização do massacre de civis em Bucha, cidade localizada na região de Kiev, durante os primeiros meses da invasão russa, iniciada em 2022.
EMBAIXADO ACUSA "TERRORISTA UCRANIANOS"
Em comunicado publicado no Telegram, a Embaixada da Rússia em Roma afirmou que os responsáveis pelo atentado buscavam provocar medo entre os italianos residentes no território russo. Segundo a representação diplomática, a intenção seria convencer esses profissionais de que também poderiam se tornar alvos de novos ataques a qualquer momento.
A embaixada também informou que o chef napolitano Carmine Alfieri e os demais funcionários do restaurante escaparam ilesos graças à atuação de um agente dos serviços de segurança russos.
AGENTE IMPEDIU ENTRADA DA SUSPEITA E MORREU NA EXPLOSÃO
De acordo com a versão apresentada pela diplomacia russa, o agente interceptou a mulher antes que ela acessasse o restaurante, evitando uma tragédia de maiores proporções.
O profissional, no entanto, morreu na explosão e passou a integrar a lista de vítimas do atentado. As autoridades ainda investigam se a mulher tinha conhecimento de que transportava o explosivo ou se o dispositivo foi detonado remotamente.
GOVERNO ITALIANO REJEITA VERSÃO APRESENTADA POR MOSCOU
As declarações da Embaixada da Rússia foram imediatamente contestadas pelo governo italiano. O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, classificou a acusação como uma "mentira colossal".
Em resposta, questionou a lógica da narrativa apresentada por Moscou ao afirmar que não haveria motivo para italianos intimidarem outros italianos, destacando que a posição oficial de Roma permanece ao lado da Ucrânia no conflito.
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