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25 anos do 11 de Setembro: drones recriam Torres Gêmeas no céu de Nova York

Homenagem reuniu 2.977 drones sobre o porto de Nova York para reproduzir as Torres Gêmeas e lembrar as vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001

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Imagem ilustrativa da notícia 25 anos do 11 de Setembro: drones recriam Torres Gêmeas no céu de Nova York camera 25 anos após o 11 de Setembro, as Torres Gêmeas voltaram a iluminar o céu de Nova York; 2.977 drones reproduziram o contorno dos prédios destruídos, representando cada uma das vítimas dos atentados de 2001. | Reprodução/X

Vinte e cinco anos depois dos atentados de 11 de Setembro, as Torres Gêmeas voltaram a aparecer no horizonte de Nova York durante uma homenagem que levou 2.977 drones ao céu sobre o porto da cidade. Cada equipamento representou uma das pessoas mortas nos ataques terroristas de 2001, que atingiram o World Trade Center, o Pentágono e provocaram a queda de um quarto avião na Pensilvânia.

A apresentação, realizada na noite da última quinta-feira (10/09), foi batizada de "2.977 luzes sobre o porto de Nova York”. Os drones iluminados mudaram de posição de forma sincronizada até formar, em tamanho real, o contorno das duas torres que faziam parte do complexo do World Trade Center.

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ESPAÇO DE MEMÓRIA NOS CÉUS

O projeto foi criado por artistas e produtores em colaboração com sobreviventes, socorristas e familiares das vítimas. A proposta foi transformar o céu de Nova York em um espaço de memória e, ao mesmo tempo, apresentar a história dos atentados a uma geração que não presenciou os acontecimentos de 2001.

Entre os familiares presentes estava Terry Strada, viúva de Tom Strada. Ele trabalhava no 104º andar da Torre Norte do World Trade Center e morreu depois que o primeiro avião atingiu o edifício. "Para o meu marido, Tom, e para todas as belas almas que perdemos no 11 de Setembro, que estas luzes levem suas memórias para o alto e lembrem ao mundo que, mesmo em nossa hora mais sombria, a luz deles ainda brilha”, afirmou Terry.

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Para ela, a homenagem também representa uma forma de preservar a memória dos ataques entre os mais jovens. "Iluminar o céu é lembrar a uma nova geração não apenas de tudo o que perdemos, mas de quem nos tornamos depois: uma nação unida pela dor, pelo amor e pela determinação, ressurgindo junta das cinzas", acrescentou.

"TRIBUTE IN LIGHT" MANTÉM TRADIÇÃO EM NOVA YORK

O tradicional Tribute in Light voltou a iluminar o céu de Nova York em memória das vítimas do 11 de Setembro.
📷 O tradicional Tribute in Light voltou a iluminar o céu de Nova York em memória das vítimas do 11 de Setembro. |(Reprodução/Unsplash/Jack Cohen

A apresentação dos drones ocorreu ao mesmo tempo que o tradicional "Tribute in Light", outro dos principais símbolos das homenagens às vítimas do 11 de Setembro.

A instalação utiliza 88 holofotes para projetar duas colunas verticais de luz no ponto onde ficavam as Torres Gêmeas. O tributo foi realizado pela primeira vez em 2002, inicialmente como uma instalação temporária, mas acabou incorporado ao calendário anual de cerimônias de Nova York pela Sociedade Municipal de Arte da cidade.

Nesta sexta-feira, bandeiras dos Estados Unidos também foram colocadas a meio mastro em diferentes locais do país em memória das pessoas mortas nos atentados.

O QUE ACONTECEU EM 11 DE SETEMBRO DE 2001

Torres Gêmeas são tomadas por fumaça após serem atingidas pelos aviões durante os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York.
📷 Torres Gêmeas são tomadas por fumaça após serem atingidas pelos aviões durante os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York. |(Reprodução/Unsplash/Julien MCullen

Em 11 de setembro de 2001, integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais. Dois deles foram lançados contra as Torres Gêmeas, em Nova York. Outro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no condado de Arlington, na Virgínia. O quarto avião caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia.

Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques, que se tornaram um dos acontecimentos mais marcantes do século 21. As imagens das Torres Gêmeas tomadas pela fumaça e, posteriormente, desabando foram transmitidas repetidamente para o mundo inteiro e permaneceram como um dos registros mais reconhecidos da tragédia.

IMAGENS DA TRAGÉDIA MARCARAM UMA GERAÇÃO

Momento em que a segunda aeronave atinge uma das Torres Gêmeas, em Nova York, durante os atentados de 11 de setembro de 2001. A cena, transmitida ao vivo para o mundo, tornou-se um dos registros mais marcantes da tragédia que matou quase 3 mil pessoas.
📷 Momento em que a segunda aeronave atinge uma das Torres Gêmeas, em Nova York, durante os atentados de 11 de setembro de 2001. A cena, transmitida ao vivo para o mundo, tornou-se um dos registros mais marcantes da tragédia que matou quase 3 mil pessoas. |reprodução/tv

Para o professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a maneira como a televisão transmitiu os atentados contribuiu para produzir um trauma de alcance global.

Naquele período, a internet ainda não tinha a presença que possui atualmente. Com a televisão ao vivo transmitindo continuamente as cenas, milhões de pessoas acompanharam repetidas vezes o impacto dos aviões e o desabamento dos edifícios.

"Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento", avaliou o professor.

Bucci define a experiência como um “tempo congelado”, fenômeno provocado pela televisão ao vivo e posteriormente ampliado pela reprodução das imagens em plataformas digitais.

"A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo", explicou.

SOBREVIVENTES AINDA LEMBRAM O IMPACTO DOS ATAQUES

A dimensão humana da tragédia também aparece nas lembranças de pessoas que estavam próximas ao World Trade Center naquele dia. O empresário brasileiro Márcio Boruchowski trabalhava em um edifício localizado nas proximidades das Torres Gêmeas. Para ele, uma das lembranças mais fortes foi o som provocado pelo impacto e pela queda dos prédios.

"Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que vocês ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente", lembrou em entrevista à TV Brasil.

Os aviões atingiram os edifícios a mais de 800 quilômetros por hora e provocaram uma sequência de explosões. Cerca de 400 mil pessoas foram expostas à poeira tóxica produzida pela destruição do complexo.

A retirada dos escombros também foi uma operação de grandes proporções. Aproximadamente 1,8 milhão de toneladas de materiais foram removidas durante um trabalho que durou cerca de oito meses.

JULGAMENTO DE ACUSADO É PREVISTO PARA 2028

Mesmo 25 anos depois dos ataques, o processo judicial relacionado ao 11 de Setembro ainda não chegou ao fim.

Acusado de ser um dos principais responsáveis pelo planejamento dos atentados, Khalid Sheikh Mohammed, apontado como chefe de operações da Al-Qaeda, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele é acusado de ter organizado o plano para sequestrar aviões comerciais e lançá-los contra o World Trade Center e o Pentágono.

Mohammed foi capturado em 2003, no Paquistão, e permanece desde 2006 na base militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba. Além dele, três outros réus serão julgados: Walid Muhammad Salih Mubarak bin 'Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.

OSAMA BIN LADEN MORREU EM 2011

Osama bin Laden, fundador e principal líder da rede Al-Qaeda e apontado como responsável pela organização dos ataques, foi morto em 2011 por forças dos Estados Unidos.

A operação ocorreu no interior do Paquistão, quase uma década depois do atentado que transformou definitivamente a paisagem de Nova York e a memória coletiva sobre terrorismo no século 21.

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