Uma brasileira de 36 anos de idade foi presa em Bali, na Indonésia, após ser flagrada com aproximadamente quatro quilos de cocaína líquida escondidos em frascos de xampu e outros produtos de higiene pessoal. O caso foi divulgado pelas autoridades locais nesta segunda-feira (12/10).
De acordo com as autoridades, a suspeita havia chegado do Brasil na semana anterior e foi detida pela polícia pouco depois de desembarcar na ilha. Ainda segundo as autoridades, durante a inspeção da bagagem, agentes da alfândega encontraram a substância distribuída em sete frascos de xampu e outros cosméticos. Se condenada, a mulher poderá receber pena de prisão perpétua, conforme a legislação antidrogas do país.
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De acordo com a polícia, a apreensão está entre as maiores já realizadas em Bali envolvendo cocaína em forma líquida. Até o momento, a identidade da brasileira não foi divulgada pelas autoridades.
Ainda segundo a polícia, durante o interrogatório, a mulher afirmou que recebeu de outro brasileiro a missão de entregar a droga a uma pessoa na ilha e que receberia US$ 50 mil pelo transporte, valor equivalente a aproximadamente R$ 249 mil.
Em declaração à agência de notícias AFP, o porta-voz da polícia, Ariasandy, reforçou o compromisso das autoridades no combate ao tráfico de entorpecentes na região. "Estamos decididos a garantir que não haja espaço para o tráfico de drogas ilícitas na região de Bali", afirmou à agência.
Legislação antidrogas prevê pena de morte na Indonésia
A Indonésia mantém uma das legislações antidrogas mais severas do mundo, com punições que incluem até mesmo a pena de morte. Centenas de pessoas condenadas ou acusadas de envolvimento com o tráfico, entre elas dezenas de estrangeiros, aguardam no corredor da morte no país.
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Apesar disso, as execuções estão suspensas há vários anos. A última aplicação da pena capital ocorreu em 2016, quando um cidadão indonésio e três nigerianos foram executados após condenações por crimes relacionados a drogas.
Em outro caso envolvendo entorpecentes no país, um piloto da companhia aérea Malaysia Airlines foi detido em julho deste ano por tentar transportar mais de 70 mil comprimidos de ecstasy na bagagem. Segundo as informações divulgadas pela imprensa local, ele também havia pilotado sob a influência de metanfetaminas, MDMA e cocaína.
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