O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende se reunir com o senador Flávio Bolsonaro, que está em território norte-americano desde a última quarta-feira (28). A declaração foi feita no último sábado (31), durante conversa com jornalistas em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida.
Embora tenha descartado um encontro, Trump manifestou apoio à permanência do brasileiro no país. Questionado sobre a possibilidade de recebê-lo, respondeu que não havia planos para uma reunião, mas acrescentou que Flávio poderia ficar nos Estados Unidos pelo tempo que desejasse.
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Na mesma ocasião, o presidente norte-americano voltou a criticar a disputa presidencial brasileira. Ao comentar a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva, Trump classificou a eleição como uma "vergonha" e afirmou considerar que o senador recebeu um tratamento injusto no Brasil.
Viagem aos Estados Unidos ocorreu após decisão judicial
Flávio Bolsonaro chegou a Miami acompanhado da esposa e das duas filhas, depois de deixar o Brasil em meio a investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras. A viagem ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o senador entregasse os passaportes.
A Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e outras irregularidades financeiras relacionadas ao parlamentar. A saída do país passou a ser examinada pelas autoridades, inclusive para esclarecer como a viagem foi organizada e se houve participação de agentes estrangeiros.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o governo norte-americano não participou diretamente dos preparativos para a saída de Flávio do Brasil. Segundo ele, o senador já possuía visto anteriormente e a administração Trump autorizou sua entrada no território norte-americano.
Trump não sinaliza apoio à liderança política de Flávio
A declaração sobre a ausência de planos para um encontro ocorre em meio às discussões sobre o futuro político do senador. Após chegar aos Estados Unidos, Flávio afirmou que pretende conduzir a oposição brasileira a partir do exterior.
Informações divulgadas pela Reuters indicam que o governo Trump não tem, neste momento, planos de respaldar a reivindicação do brasileiro de se apresentar como líder legítimo do país. A avaliação foi atribuída a fontes do governo norte-americano ouvidas pela agência.
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Enquanto Trump declarou que Flávio poderá permanecer nos Estados Unidos, a ausência de uma reunião prevista indica que não há, até agora, um compromisso público de aproximação política entre os dois.
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