A Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), que identificou o corpo de Ernesto ''Che'' Guevara, dispõe-se a trabalhar no reconhecimento de 700 restos de vítimas da última ditadura (1976-83).
Com esse objetivo, o governo da presidente Cristina Kirchner assinou nesta terça-feira convênio com a entidade no valor de 4 milhões de pesos (1 milhão de dólares) destinados a financiar a identificação das ossadas, além de analisar mil mostras de sangue de familiares e vítimas do terrorismo de Estado.
"Por um acordo anterior, foram reconhecidas 120 vítimas e a renovação do projeto nos permitirá avançar na identificacição de outras", disse Luis Fonderbrider, titular da EAAF, depois de assinar o documento com o ministro da Justiça, Julio Alak.
"O convênio faz parte do projeto Iniciativa Latino-Americana para a Identificação de Desaparecidos", afirmou o secretário argentino de Direitos Humanos, Eduardo Luis Duhalde.
Muitos desaparecidos foram enterrados pela ditadura em fossas comuns, sem identificação.
Trinta mil opositores teriam desaparecidos durante a ditadura argentina, segundo entidades humanitárias.
(AFP)
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