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Em Washington, muçulmanos já rezam perto de local

Em meio à polêmica por causa dos planos para a construção de um centro cultural islâmico e de uma mesquita perto do local dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York, muçulmanos já rezam regularmente num local próximo a outro alvo daqueles atent

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Em meio à polêmica por causa dos planos para a construção de um centro cultural islâmico e de uma mesquita perto do local dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York, muçulmanos já rezam regularmente num local próximo a outro alvo daqueles atentados, no Pentágono, em Washington.

Muçulmanos, judeus e cristãos de várias denominações realizam cultos regulares na capela multirreligiosa que foi inaugurada em novembro de 2002, depois da reconstrução da ala do Pentágono que foi atingida por um dos aviões comerciais sequestrados no 11 de Setembro.

"Neste mês faz quatro anos que estou aqui, e a capela e sua função e papel nunca foram uma questão (polêmica)", disse na quinta-feira George Wright, porta-voz do Exército no Pentágono.

O projeto de construção do centro cultural islâmico a apenas duas quadras do chamado "Marco Zero," onde ficavam as torres do World Trade Center em Manhattan, causou indignação de certos setores da opinião pública.

O presidente Barack Obama e o prefeito Michael Bloomberg apoiam o direito de os muçulmanos construírem o que desejarem no terreno privado, embora Obama diga que não irá se manifestar sobre a "sabedoria" disso.

Já o líder democrata no Senado, Harry Reid, discordou de Obama, enquanto parlamentares republicanos usam o caso para alegar que Obama está fora de sintonia com a opinião pública.

Em meio à polêmica, a capela do Pentágono começou a chamar a atenção depois de um apresentador de TV declarar erroneamente que havia uma mesquita dentro da sede do Departamento de Defesa. "Não há", esclareceu Wright. "Há uma capela multirreligiosa."

A capelania estima que 300 a 400 pessoas usem o local por semana, seja em cultos organizados, ou para orações e meditações privadas.

Os muçulmanos realizam orações diárias de segunda a quinta-feira, e uma atividade especial na sexta-feira. Judeus, católicos, protestantes, hindus e outros grupos também fazem cultos regulares.

Pelo menos 3.264 militares dos EUA (inclusive mais de 300 mulheres) se identificam como muçulmanos, segundo estatísticas oficiais.

Para efeito de comparação, há nas Forças Armadas americanas 3.095 judeus, 4.759 budistas, 781 hindus e 2.529 "wiccans."

Os maiores grupos religiosos das Forças Armadas são os católicos (222.039) e os protestantes de diversas designações (160 mil). Mais de 263 mil se dizem apenas cristãos, sem especificar a denominação, e 262 mil não declaram religião.

(Terra)

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