Cinco civis, quatro soldados estrangeiros e três policiais afegãos morreram em ataques registrados em diferentes locais do Afeganistão, informou hoje a Força Internacional de Assistência para Segurança (Isaf).
Segundo a Isaf, uma mina, a arma mais letal usada pelo movimento talibã, explodiu hoje no norte do Afeganistão e tirou a vida de cinco "civis", entre eles o líder de uma milícia tribal.
A Isaf - força da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) - divulgou vários comunicados informando sobre a morte de quatro de seus soldados em diferentes ataques de insurgentes armados ou devido à explosão de artefatos, todos eles no sul do país.
No entanto, a Otan não especificou as províncias onde ocorreram os ataques ou a nacionalidade dos militares.
A organização militar também reconheceu ter matado ontem, por engano, três policiais afegãos num ataque aéreo com dois helicópteros na província de Jowzjan (norte).
Os policiais se viram surpreendidos por um grupo rebelde em uma aldeia de Jowzjan e pediram apoio aéreo da Isaf.
Dois helicópteros abriram fogo na área e lançaram um míssil Hellfire. No entanto, as forças estrangeiras descobririam depois que o ataque havia matado três agentes afegãos.
"A Força Internacional de Assistência para Segurança expressa condolências às famílias, amigos e colegas" dos agentes falecidos, disse a Otan, que enviou uma equipe à área para investigar o ocorrido.
O movimento talibã segue tendo suas principais bases políticas e espirituais no sudeste pashtun, mas, nos últimos três anos, estendeu sua área de influência ao oeste e ao norte, onde os combates com as forças internacionais e afegãs cresceram em intensidade.
Uma das táticas que os Estados Unidos estão tentando importar do cenário iraquiano é armar milícias locais para resistir o avanço talibã.
Nos últimos anos, o movimento talibã tentou cooptar as tribos pashtuns que ficaram de fora da distribuição de poder em escala local e nacional do Governo do presidente Hamid Karzai. (UOL)
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