A Blockbuster já foi arrasa-quarteirões. Surgida nos EUA em 1985, logo se tornou a maior locadora de filmes do mundo. Chegou ao Brasil em 1995 e cumpriu a promessa do próprio nome: distribuir grandes sucessos de Hollywood e se tornar a maior locadora de muitos bairros.
Mas os tempos áureos acabaram. A crise começou em 2004. As Lojas Americanas compraram a operação da rede brasileira da Blockbuster em 2007, ao mesmo tempo em que as locações minguavam. As grandes lojas se tornaram apenas um balcão entre vários produtos. Nos EUA, a Blockbuster fechou mais de 1000 lojas só no ano passado.
E, agora, a notícia é a de que a rede Blockbuster se prepara para a falência. Claro que a pirataria e o compartilhamento ilegal de filmes têm sua parcela de culpa nessa história, mas a Blockbuster também não conseguiu segurar a batalha contra as gigantes de locação online Netflix e os quiosques de locação Redbox.
Quem divulga a história é o Los Angeles Times, que diz que a empresa deve decretar falência em meados de setembro.
Na semana passada o chefe-executivo da empresa, Jim Keyes, saiu da sede e Dallas para se encontrar em Los Angeles com executivos de grandes estúdios como 20th Century Fox, Warner Bros. Paramount Pictures, Universal Pictures, Walt Disney Studios e Sony Pictures. A intenção era conseguir ajuda para compensar as perdas de US$ 1,1 bilhão em 2008, e a dúvida de US$ 920 milhões, além de ajudar na reestruturação da empresa.
Mas a falência prevista para setembro é o cenário mais previsível, diz o LA Times. Seria uma falência pré-planejada, que ajudaria a empresa a escapar do caro aluguel de suas lojas que têm tido um péssimo desempenho. A outra opção seria convencer um investidor a custear a reestruturação da empresa. A esperança da Blockbuster são pequenso quiosques como os RedBox, que alugam DVDs por US$ 1 por noite, e também aluguéis digitais, um nicho que tende a crescer com a melhoria da velocidade das conexões. (Estadão)
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