Ontem (24), um dia depois da morte de seu chefe militar, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pediram “uma oportunidade para a paz, não para a rendição”. A declaração, a primeira desde que Jorge Briceño, o “Mono Jojoy”, foi morto num ataque do Exército colombiano, é vista como um apelo ao diálogo, mas também como um alerta de que qualquer acordo excluiria o termo “rendição”.
“O único caminho é a solução política e pacífica para o conflito social e armado e nós somos e seremos fatores dominantes (nesse caminho). As demais estratégias só contribuem para prolongar a espiral da guerra”, diz o comunicado, publicado originalmente na revista Resistencia e divulgado pela Agencia de Noticias Nueva Colombia (Anncol), ambas ligadas às Farc. “Seguiremos lutando enquanto tivermos o respaldo popular das pessoas humildes”, disse a guerrilha.
A possibilidade de uma resposta das Farc levou o governo a colocar ontem mais 2 mil policiais nas ruas de Bogotá. O Exército disse continuar no encalço de 700 guerrilheiros que protegiam “Jojoy” no momento do ataque e agora estão foragidos. Ainda havia troca de disparos na região da operação, área de selva em La Macarena, no centro do país. (As informações são da Agência Estado)
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