O governo equatoriano decretou estado de exceção e ordenou que o Exército vá às ruas para assumir as funções da polícia e manter a segurança pública, em meio à onda de protestos de policiais e militares que tomou o país nesta quinta-feira (30).
A medida, anunciada pelo ministro da Segurança Miguel Carvajal, vale por uma semana. As autoridades equatorianas acreditam que os motins fazem parte de uma tentativa de golpe da oposição, que inclui o ex-presidente Lucio Gutiérrez e setores das Forças Armadas.
Refugiado em um hospital de Quito, o presidente Rafael Correa pediu o fim dos motins. "Faço um apelo à calma. Vamos acabar logo com isto e vamos punir os maus elementos", disse Correa à televisão equatoriana. As manifestações aconteceram nas cidades de Quito, a capital, Guayaquil e Cuenca. O Congresso do Equador e o aeroporto internacional de Quito foram ocupados por policiais e militares que protestam contra lei aprovada ontem, que corta benefícios dos dois grupos.
Os motins acontecem em um momento delicado da política equatoriana. Rafael Correa perdeu o apoio de sua bancada no Parlamento e está considerando dissolver a casa para governar por decreto até a convocação de novas eleições. O presidente venezuelano Hugo Chavez mostrou preocupação com a situação do Equador. "Estão tentando derrubar o presidente Correa. Alerta aos povos da Aliança Bolivariana! Alerta aos povos da Unasul! Viva Correa!", disse Chávez na sua página do Twitter. (eBAND)
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