Pelo menos duas pessoas morreram durante a rebelião policial no Equador, ocorrida na quinta-feira (30), quando o presidente Rafael Correa foi resgatado por militares do hospital onde estava sitiado.
Estima-se que 37 pessoas ficaram feridas na troca de tiros entre forças leais ao presidente e oficiais rebeldes, segundo o porta-voz da Cruz Vermelha, Fernando Gandarillas.
O presidente recebeu o respaldo unânime da comunidade internacional, incluindo a ONU e a OEA, além dos Estados Unidos e de vários governos da América Latina. Ele chamou a rebelião de "golpe de Estado".
"Hoje, o presidente não claudicou como fizeram outros covardes", disse Correa ao ser recebido como um herói por uma multidão reunida diante do Palácio de Governo, após seu resgate armado, em referência ao fato de ter se recusado a negociar com os policiais que o deixaram sitiado por 12 horas.
"Jamais aceitamos negociar nada sob pressão, nada. Pelo diálogo tudo", afirmou Correa, que mais cedo declarou aos captores: "Ou saio como presidente de uma nação digna ou saio como um cadáver".
A rebelião dos policiais teve início na manhã de ontem, como protesto contra uma lei que corta alguns benefícios financeiros de oficiais, além de outros funcionários públicos. Vários quartéis em Quito, Guayaquil e Cuenca foram tomados. (DOL, com informações do eBand)
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