Depois da onda de manifestações violentas da última quinta-feira (30) nas principais cidades equatorianas, o presidente do Equador, Rafael Correa, descartou a possibilidade de conceder anistia política às pessoas envolvidas nos protestos. A ministra de Política (espécie de Gabinete Civil), Doris Soliz, reiterou que o governo vai julgar e punir os responsáveis pelas manifestações.
Segundo a ministra, o governo não analisa a hipótese de anistia, pois as manifestações ameaçaram a ordem e promoveram situações de violência no país. Ela reiterou ainda que para o governo, houve uma tentativa de golpe de Estado promovido por integrantes da Polícia Nacional, no último dia 30 de setembro.
Na semana passada, os protestos foram gerados por policiais insatisfeitos com o fim do pagamento de benefícios para várias categorias do serviço público equatoriano. A indignação levou policiais para as ruas de Quito e das principais cidades equatorianas. Segundo a ministra, Correa não pretende revogar o decreto presidencial recuando na proposta que provocou a controvérsia com os rebelados.
A ministra afirmou ainda que o presidente da República mantém a possibilidade de adotar o chamado recurso da morte cruzada – que é a dissolução do Congresso em situações específicas – conforme autoriza a Constituição. Mas não disse quando isso poderia ocorrer. (Agência Brasil)
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