Representantes de 177 países deram início ontem (04) na China a mais uma rodada de negociação de um acordo para combater o aquecimento global, na tentativa de obter avanços antes da decisiva reunião de cúpula marcada para dezembro em Cancún, no México.
O encontro que teve início na cidade chinesa de Tianjin, a 120 km de Pequim, é o último antes da reunião de dezembro, quando os líderes dos países que participam da negociação tentarão costurar um texto que substitua o Protocolo de Kyoto quando ele perder sua validade, em 2012.
A última vez em que os líderes se reuniram foi em dezembro de 2009, na cidade de Copenhague, quando não conseguiram definir as bases para a obtenção de um acordo.
A ausência de avanços concretos desde então reduziu as expectativas quanto à possibilidade de sucesso em Cancún. Em vez de um amplo tratado sobre mudança climática, muitos esperam a aprovação de pequenos acordos relativos à energia renovável e estímulo financeiro a países menos desenvolvidos.
CETICISMO
Os delegados reunidos em Tianjin terão até o próximo sábado para tentar reverter o ceticismo e obter algum avanço nas negociações O principal ponto de divergência diz respeito aos compromissos de corte das emissões de gases que provocam o efeito estufa e a definição de mecanismos para o monitoramento das metas assumidas.
Os países em desenvolvimento, incluindo a China, sustentam que cabe às nações ricas arcar com a maior parte do ônus das ações voltadas a mitigar o aquecimento global. Mas a China sofre pressão crescente para também assumir compromissos ambiciosos, já que desde o ano passado assumiu o posto de maior emissor de gases poluentes do mundo. (Agência Estado)
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