A África melhora na economia e no tratamento de saúde, mas ainda derrapa na defesa dos direitos políticos e na estabilidade legal. A conclusão está na versão 2010 do Índice da Fundação Mo Ibrahim, divulgado simultaneamente em Acra (Gana), no Cairo (Egito), em Dakar (Senegal), Joanesburgo (África do Sul) e Nairobi (Quênia).
As Ilhas Maurício, Ilhas Seychelles, Botsuana, Cabo Verde e a África do Sul são os países mais bem posicionados no ranking. O Chade, a República Democrática do Congo e a Somália estão nos últimos lugares. Angola, a Libéria e o Togo foram os que mais subiram com relação à medição do ano passado. A Eritreia e Madagascar, os que mais caíram.
Criado em 2007, o Índice de Governação da Fundação Mo Ibrahim mede a distribuição de bens e serviços públicos aos cidadãos dos 53 países africanos, levando em conta 88 indicadores, como a corrupção, o fornecimento de energia elétrica e água potável, a gestão pública, paridade de gênero, o acesso à educação, a segurança jurídica e pessoal e o respeito aos direitos humanos. Os indicadores recebem notas de 1 a 100. A média determina a posição dos 53 países no ranking do continente.
O índice médio do continente permanece em 49 pontos, como nos anos anteriores. O primeiro colocado, as Ilhas Maurício, tem 82. O último, a Somália, somou apenas 8.
“O quadro é misto”, diz o idealizador do índice, o empresário sudanês Mo Ibrahim, em um comunicado. “Enquanto muitos cidadãos estão mais saudáveis e com melhor nível de educação, com maior acesso a oportunidades econômicas do que cinco anos atrás, há muitos que se encontram menos seguros do ponto de vista físico e menos independentes politicamente.”
Segundo Ibrahim, a velocidade de mudança na África em termos econômicos é quatro vezes maior que na Europa. Um exemplo, lembra ele, é o crescimento exponencial no acesso à telefonia celular. Mas, acrescenta o empresário, muitos países ainda vivem guerras civis, “um problema que a África precisa deixar para trás”. (Agência Brasil)
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