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Jornal inglês: segundo turno é 'bom para o Brasil'
O segundo turno da eleição presidencial significa decepção para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata, Dilma Rousseff, mas é bom para o Brasil, avalia o jornal britânico Financial Times. Conforme editorial de hoje, os candidatos agora
terça-feira, 05/10/2010, 17:00
- Atualizado 25/04/2019, 20:35
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O segundo turno da eleição presidencial significa decepção para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata, Dilma Rousseff, mas é bom para o Brasil, avalia o jornal britânico Financial Times. Conforme editorial de hoje, os candidatos agora serão forçados a debater questões que até então estavam querendo evitar.
O jornal diz que o Brasil fez conquistas no governo de Lula e Fernando Henrique Cardoso. No entanto, grandes desafios ainda persistem, principalmente sobre o equilíbrio do orçamento e o chamado "custo Brasil", pontos que praticamente não apareceram na campanha.
O FT considera "perigoso" que os candidatos tenham se mostrado amedrontados pela popularidade de Lula para questionar sua cada vez mais "populista fórmula de sucesso". "A estabilidade econômica do Brasil tirou milhões da pobreza, mas isso não é o mesmo que crescimento duradouro."
O FT acredita que Dilma continua sendo a vencedora mais provável da eleição. No entanto, diz que o País merece um nível mais elevado de debate do que os candidatos ofereceram até agora.
O jornal continua dando amplo espaço para a sucessão presidencial no Brasil. Hoje, traz, inclusive, pequena foto de Tiririca na capa da edição, chamando para reportagem sobre sua votação expressiva, que ampliará a presença da base governista no Congresso. (AE)
Jornal inglês diz que segundo turno é 'bom para o Brasil'
Por Daniela Milanese
Londres, 05 (AE) - O segundo turno da eleição presidencial significa decepção para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata, Dilma Rousseff, mas é bom para o Brasil, avalia o jornal britânico Financial Times. Conforme editorial de hoje, os candidatos agora serão forçados a debater questões que até então estavam querendo evitar.
O jornal diz que o Brasil fez conquistas no governo de Lula e Fernando Henrique Cardoso. No entanto, grandes desafios ainda persistem, principalmente sobre o equilíbrio do orçamento e o chamado "custo Brasil", pontos que praticamente não apareceram na campanha.
O FT considera "perigoso" que os candidatos tenham se mostrado amedrontados pela popularidade de Lula para questionar sua cada vez mais "populista fórmula de sucesso". "A estabilidade econômica do Brasil tirou milhões da pobreza, mas isso não é o mesmo que crescimento duradouro."
O FT acredita que Dilma continua sendo a vencedora mais provável da eleição. No entanto, diz que o País merece um nível mais elevado de debate do que os candidatos ofereceram até agora.
O jornal continua dando amplo espaço para a sucessão presidencial no Brasil. Hoje, traz, inclusive, pequena foto de Tiririca na capa da edição, chamando para reportagem sobre sua votação expressiva, que ampliará a presença da base governista no Congresso.
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