Os funcionários da alfândega do Uruguai iniciaram nesta madrugada uma greve que deve durar até sexta-feira. O movimento de entrada e saída de mercadorias vai ser paralisado, o que implica longas filas de caminhões nas fronteiras uruguaias com os sócios do Mercosul.
De acordo com a Associação de Funcionários Aduaneiros, somente pessoas, automóveis particulares e carregamentos com medicamentos ou alimentos perecíveis vão poder cruzar as fronteiras. "Todo o comércio exterior estará fechado e o trânsito de pessoas será mais lento" disse o porta-voz da associação, Roberto Valdivieso.
A greve é para protestar contra o artigo 291 da Lei de Orçamento da administração federal, que trata da distribuição da receita arrecadada com as multas originadas pelas infrações alfandegárias. A norma indica que 70% dessa arrecadação será usada para constituir o Fundo para Melhor Desempenho, destinado às compensações especiais dos recursos humanos da Direção Nacional de Aduanas. Valdivieso explicou que as reivindicações dos empregados de melhorias salariais por meio dessa receita não foram contempladas.
(Agência Estado)
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