A tensão sobre uma “guerra cambial” e as pressões para a valorização das moedas da China e de emergentes dominaram as discussões no Fundo Monetário Internacional ontem (07), com o diretor do Fundo, Dominique Strauss-Kahn, alertando para ameaças à economia global.
O ministro Guido Mantega (Fazenda), que participa das reuniões (que começam amanhã) vem mencionando há dias o potencial para “guerra cambial” e “guerra comercial”.
Ele afirmou que levará ao Fundo reclamações sobre ações dos EUA que contribuíram para a desvalorização do dólar, além de renovar pedidos de valorização da moeda chinesa, o yuan.
Além do Brasil, a Suíça e o Japão intervieram recentemente para frear a valorização de suas moedas, e a tendência é que o movimento se espalhe.
Sem mencionar nenhum país, Strauss-Kahn afirmou que é necessário reequilibrar a economia mundial e que isso não pode acontecer sem uma mudança relativa nos valores das moedas.
Indagado sobre a China, Strauss-Kahn reiterou que o yuan está “substancialmente desvalorizado” e que o país deve valorizá-lo “o quanto antes”. “Dizem que vão fazer isso, mas podem agir mais rápido”. Para ele, mesmo uma valorização de 20% não corrigiria sozinha os desequilíbrios mundiais. (Folhapress)
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