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Não reeleitos: deputados avaliam derrota nas urnas

Candidatos considerados tradicionais nas urnas no Estado do Pará amargaram, nestas eleições, derrotas – até certo ponto – inesperadas no último domingo. Alguns deles já estavam há vários mandatos como deputados federais e estaduais, mas não conseguiram co

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Candidatos considerados tradicionais nas urnas no Estado do Pará amargaram, nestas eleições, derrotas – até certo ponto – inesperadas no último domingo. Alguns deles já estavam há vários mandatos como deputados federais e estaduais, mas não conseguiram convencer a maioria dos paraenses para que votassem neles e agora passarão os próximos quatro anos sem atuação política dentro do legislativo.
Um dos casos mais significativos é o do deputado federal Gerson Peres (PP), que tentava o seu sétimo mandato e era considerado como um dos prováveis eleitos. Peres, que estava na coligação Acelera Pará, de Ana Júlia Carepa, teve 81.251 votos e mesmo com a coligação elegendo sete parlamentares para a Câmara Federal, ele ficou de fora.
Por telefone, Gerson Peres disse que ainda está avaliando os resultados das eleições e o que fará. “Tenho que ter dados mais concretos sobre a votação, as alianças e sobre tudo que faltou para me eleger. E ainda subtrair das eleições anteriores, se houve equívocos em todo o processo”, afirmou. Ele disse ainda estar temerário em dar qualquer declaração que possa “atingir alguém”. “Prefiro não me manifestar ainda, sem base concreta sobre se houve algum abuso de poder econômico. Entendo mais que houve fatores circunstanciais. Acabamos fazendo parte de uma coligação forte e ampla. Enfim, Deus sabe o que faz”, completou.

ROCHA
Outro que sofreu um duro baque no pleito eleitoral foi Paulo Rocha, deputado federal reeleito por quatro vezes e que tentava uma vaga no Senado. O candidato do PT teve 1.733.376 votos no último domingo (3), o que o fez apenas o terceiro candidato a senador mais votado. O DIÁRIO também conversou com Rocha por telefone sobre a sua margem de votação.
Para o candidato petista o maior problema foi a divulgação negativa em cima da lei do ficha limpa. “Acho que se estabeleceu um processo de debate em torno da lei do ficha limpa que prejudicou a mim e ao Jader Barbalho, com a campanha forte da mídia contra nós”, avalia. “Isso deu margem para o adversário usar essa lei contra nós. Houve um desgaste da minha imagem e também a dúvida do eleitor”.
No entendimento de Rocha, essa massificação da campanha em cima da lei provocou um êxodo de votos do Jader para o candidato Flexa Ribeiro e dele para a candidata do PSol Marinor Brito. “O meu eleitorado é popular e acabou se questionando em cima da forma como a mídia tratou o debate da lei”, complementa.
Rocha disse que quando o mandato terminar, em dezembro, continuará como dirigente político do partido. “Sou um militante do PT e vou continuar participando dos debates e das construções do partido”.

NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Muitos candidatos eleitos por diversas vezes para a Assembleia Legislativa (AL) também viram seu eleitorado se esvair para outros políticos. De todos os 31 que vinham tentando a reeleição, 10 não retornarão à AL: Luis Seffer (PP), Suleima Pegado (PSDB), Joaquim Passarinho (PTB), Roberto Santos (PRB), Robgol (PTB), Tetê Santos (PSBD), Ítalo Mácola (PSDB), Regina Barata (PT), Anaice (PMDB) e Deley Santos (PV). (Diário Online, com informações do Diário do Pará)



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