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China: reforma cambial será gradual

O presidente do banco central da China, Zhou Xiao-chuan, disse que a reforma cambial do país será feita de forma gradual e que a velocidade de apreciação do yuan dependerá das condições do balanço de pagamentos chinês.Durante um debate organizado pela BBC

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O presidente do banco central da China, Zhou Xiao-chuan, disse que a reforma cambial do país será feita de forma gradual e que a velocidade de apreciação do yuan dependerá das condições do balanço de pagamentos chinês.
Durante um debate organizado pela BBC, que ocorreu paralelamente às reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Washington, Zhou disse que a China precisa de um regime cambial de mercado, mas não forneceu previsões sobre a direção do yuan ou sobre o crescimento econômico do país. Ele também desconversou após o mediador do debate questionar se ele estava irritado com as pressões globais pela apreciação do yuan.
Zhou disse que a política fiscal ativa e a política monetária relativamente frouxa adotadas após a crise financeira mundial, em 2008, criaram riscos de inflação e de uma bolha em ativos. Segundo ele, a China fará uma “revisão cuidadosa” de suas políticas monetária e fiscal nos próximos meses para avaliar o rumo da economia.
Zhou acrescentou que a China ainda tem espaço para estimular a economia por meio de uma política fiscal ativa porque possui um endividamento baixo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). As informações são da Dow Jones.

NOVA CRISE
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, cobrou um fortalecimento da supervisão financeira e uma maior coordenação de políticas macroeconômicas para garantir que os governos não precisem ajudar empresas no caso de uma nova crise financeira. “Nós não podemos aceitar ter de adotar medidas tão excepcionais de novo”, afirmou.
Trichet se referia aos planos de resgate de bancos e mecanismos de apoio adotados por vários governos em todo o mundo, além de os bancos centrais terem injetado grandes volumes de liquidez no sistema financeiro por meio de políticas monetárias incomuns, para combater a pior crise desde a década de 1930.
O presidente do BCE disse que os custos globais do resgate do sistema bancário por causa da crise financeira de 2008 representaram entre 25% e 27% do produto interno bruto dos EUA e da Europa. (Folhapress)

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