Um caso de pneumonia, outros de afecções dermatológicas e ainda algumas infecções dentárias.
Limitou-se a isso o que os mineiros resgatados no deserto do Atacama (norte do Chile) apresentaram quando examinados no Hospital Regional de Copiapó, para onde foram removidos. Devem permanecer lá até
sábado.
Com um mineiro resgatado a cada 45 minutos e esse tempo sendo baixado na mina San José, já era possível ontem prever que, antes do final do dia, todos estariam fora da prisão subterrânea em que tiveram de viver durante 69 ou 70 dias. Até as 21h, faltava retirar ainda três dos 33 mineiros.
O governo do presidente Sebastián Piñera preparava-se para capitalizar mais uma vez a gestão de uma situação crítica, após o terremoto de fevereiro último, que deixou mais de 400 mortos.
Todos os resgatados saíram da mina San José em relativamente boas condições, muitos recepcionados pessoalmente por Piñera e pela primeira-dama Cecilia Morel.
Os trabalhadores enfrentaram uma prova física desde o dia 5 de agosto, quando houve o desabamento, confinados sob milhares de toneladas de rochas, terra e cobre em temperaturas superiores a 38ºC e em condições de ultraumidade (ótimas para a proliferação de fungos).
O custo de operação divulgado foi de US$ 22 milhões (R$ 37 milhões). Três quartos saíram dos cofres do governo e o resto foi bancado por empresas privadas. (Folhapress)
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