Há 57 anos, uma enchente devastou a Holanda e matou 1,8 mil pessoas – número de vítimas semelhante ao de New Orleans com o furacão Katrina. O país nunca esqueceu a tragédia – vários diques não conseguiram conter as águas de uma tormenta associada à maré alta – e todos falam dela como se tivesse acontecido há apenas alguns meses.
Talvez seja por isso que, apesar de as negociações para um tratado climático entre os países avançar muito lentamente, os holandeses tenham decidido não esperar por uma definição global. Optaram por se preparar e se adaptar para as mudanças que inevitavelmente virão com o aumento médio da temperatura do planeta nas próximas décadas. A maior preocupação é com a subida dos mares: a Holanda tem 25% de seu território abaixo do nível do mar e outros 25% suscetíveis à alagamento. (Agência Estado)
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