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Atentado suicida em Istambul deixa 32 feridos

Um atentado suicida cometido em pleno centro de Istambul deixou 32 feridos neste domingo, dia em que chegava ao fim uma trégua dos rebeldes curdos, considerados os principais suspeitos. "Quinze policiais e 17 civis ficaram feridos em um atentado suicida"

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Um atentado suicida cometido em pleno centro de Istambul deixou 32 feridos neste domingo, dia em que chegava ao fim uma trégua dos rebeldes curdos, considerados os principais suspeitos.

"Quinze policiais e 17 civis ficaram feridos em um atentado suicida", declarou à imprensa o governador de Istambul, Huseyin Avni Mutlu. O homem-bomba morreu no ataque. Um balanço anterior anunciado pelo chefe de polícia da maior cidade turca, Huseyin Capkin, registrava 22 feridos, 10 policiais e 12 civis.

O ministro do Interior, Besir Atalay, afirmou que é muito cedo para dizer quem está por trás do atentado. No entanto, neste domingo chegou ao fim o cessar-fogo unilateral decretado pelos rebeldes curdos. O atentado também coincide com as celebrações do aniversário da República da Turquia, em 29 de outubro. Por estes motivos as suspeitas recaem sobre o PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

Segundo Capkin, o terrorista tentou subir em um ônibus de policiais para detonar os explosivos e provocar o maior número possível de vítimas, mas ao que tudo indica um artefato foi acionado antes, o que evitou uma carnificina.

Testemunhas afirmaram que uma violenta explosão aconteceu às 10H30 (6H30 de Brasília) na esplanada da Praça de Tazsim, o centro nervoso da cidade. Algumas pessoas declararam que ouviram tiros após a explosão.

O local do ataque é o maior bairro comercial e de lazer da zona europeia da cidade, frequentado por milhares de pessoas todos os dias e vigiado pela polícia antidistúrbios 24 horas. Depois do atentado, a polícia isolou a área e fechou várias ruas, incluindo a histórica via de pedestres Istiklal.

Em Mardin, uma cidade do sudeste do país com população majoritária curda, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan denunciou o atentado terrorista. "Não vamos tolerar ninguém que perturbe a tranquilidade, a estabilidade e a segurança da Turquia", disse.

O ataque aconteceu no momento em que o governo islâmico moderado turco tenta iniciar um processo para resolver a questão curda. Ao que tudo indica, as autoridades incluíram no processo o líder do PKK, Abdullah Öcalan, que cumpre pena de prisão perpétua, por meio de seus advogados, que atuam como intermediários.

No passado, membros do PKK e grupos de extrema esquerda já executaram atentados com bomba em Istambul, cidade de mais de 12 milhões de habitantes. Especialistas ouvidos pela imprensa turca apontaram o PKK como resposável pelo atentado, já que a trégua unilateral decretada em meados de agosto contra as forças de Ancara chegou ao fim neste domingo.

O comandante militar do PKK, Murat Karayilan, no entanto, afirmou na semana pasada em uma entrevista que o grupo não atacaria civis e estava disposto a prolongar a trégua, caso o governo turco aceitasse um diálogo.

O PKK, que é considerado uma organização terrorista pelo governo turco e por vários países, luta pela autonomia do sudeste da Turquia. O conflito, iniciado em 1984, provocou 45.000 mortes desde então, segundo o Exército.

Segundo a agência turca Anatolia, este foi o terceiro atentado suicida cometido contra as forças de segurança no mesmo bairro de Istambul desde 1999.

(eBand)

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