Em entrevista publicada neste domingo (14) um dos guarda-costas de Yasser Arafat afirmou ter certeza que o líder palestino morreu envenenado em 2004, mas não acredita que a substância letal tenha sido misturada a comida. Seis anos depois, a morte do Prêmio Nobel da Paz ainda está rodeada de mistério.
Abu Zaki foi segurança pessoal de Arafat de 1988 até sua morte em 2004, em um hospital de Paris, ocorrida por motivos ainda desconhecidos. Ele falou sobre o ex-chefe para o jornal Al Hayat, editado em árabe, em Londres.
"Não acho que o veneno tenha sido colocado em sua comida porque costumávamos comer os mesmos alimentos meia hora antes que ele o fizesse. O mais provável é que tenha sido envenenado por algum outro meio", conta.
Abu Zaki, de 47 anos, relata como exemplo de sua tese a forma como reagiu em uma ocasião em que "um convidado estrangeiro ofereceu bombons a Arafat". "Imediatamente peguei a caixa e distribuí os bombons entre todos os guarda-costas presentes. Fazia o mesmo com todos os doces ou qualquer outro alimento que recebíamos como presente".
Dentre as teorias que circulam sobre a morte misteriosa de Arafat também circularam boatos de que o líder palestino morreu vítima da aids, e que seria gay, embora nunca tenha assumido sua homossexualidade.
Arafat foi o fundador da Organização para Libertação da Palestina (OLP). Após anos de guerrilha, Arafat aceitou negociar um processo de paz com Israel. Em 1994, dividiu o Prêmio Nobel da Paz com o presidente israelense Yitzhak Rabin. (DOL, com informações da EFE)
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