Manifestações contra o governo e a ONU já mataram duas pessoas no Haiti, nesta terça-feira. A onda de protestos acusa soldados das Nações Unidas como os responsáveis pela entrada da cólera na ilha e culpa o governo pela lentidão em conter a doença.
As mortes aconteceram depois de confrontos entre os soldados da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) e manifestantes que protestavam no norte do país desde a última segunda-feira.
De acordo com a polícia local, um jovem de 20 anos foi baleado duas vezes diante de uma base da Minustah em Quartier-Morin, quando homens armados tentaram entrar no heliporto da base militar, segundo o porta-voz da Minustah, Vicenzo Pugliese.
"Era um manifestante que portava uma arma e que atirou na direção de um soldado, e o soldado respondeu em legítima defensa", afirmou Pugliese.
A polícia haitiana confirmou a morte de outro jovem na região de Cap Haitien. Segundo a rádio local "Kiskeya", o falecimento também ocorreu durante confrontos com os soldados da ONU. (eBAND)
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