O governo da Nova Zelândia decretou luto nacional nesta quarta-feira, depois que uma segunda explosão registrada na mina onde 29 trabalhadores estavam presos desde sexta-feira acabou com as esperanças de encontrar sobreviventes.
O comandante da polícia, Gary Knowles, que também coordenava as tentativas de resgate, anunciou a segunda explosão na mina, que segundo ele foi "extremamente violenta".
"Infelizmente devo anunciar aos neozelandeses que aconteceu outra explosão, muito violenta, hoje às 14h37 (23h37 de Brasília, terça-feira), sob a terra, e que devido a esta explosão ninguém sobreviveu", declarou Knowles. "Todos morreram e agora iniciamos a fase de recuperação dos corpos".
Alguns familiares "amaldiçoaram" as autoridades que deram a notícia, segundo Lawrie Drew, que perdeu o filho Zen, de 21 anos, na tragédia.
Ele agradeceu ao diretor da mina e ao chefe de polícia, mas afirmou que as equipes de resgate poderiam ter entrado na mina logo após a primeira explosão, na sexta-feira.
"A única coisa que pode tornar isto ainda pior é saber que estavam vivos depois da primeira explosão", declarou ao canal Sky News.
Desde a primeira explosão de gás, na sexta-feira passada, as autoridades não conseguiram estabelecer contato com os trabalhadores da mina de carvão de Pike River, situada na costa oeste da Ilha do Sul da Nova Zelândia.
As vítimas, com idades entre 17 e 62 anos, eram 24 neozelandeses, dois australianos, dois britânicos e um sul-africano. Dois mineiros conseguiram deixar a mina após a primeira explosão. (eBand)
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