A porta-voz da Otan, Loana Longescu, declarou nesta terça-feira que a divulgação de documentos confidenciais pelo site WikiLeaks é "ilegal, irresponsável e perigosa". Para ela, tanto informações diplomáticas quanto militares são inaceitáveis.
Mais cedo, nesta terça-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou que os vazamentos são “o último grau de irresponsabilidade”.
Tanto a França quanto a Otan são diretamente citadas nos documentos secretos divulgados pelo site. Países como Argentina, Arábia Saudita, Irã e China também estão envolvidos nas informações vazadas.
Argentina
De acordo com documentos divulgados pelo WikiLeaks, a diplomacia americana investigou a sanidade mental da presidente argentina, Cristina Kirchner. O documento, publicado pelo jornal espanhol El País, apurava se Kirchner tomava medicação para os "nervos ou estresse". O departamento de Estado também solicita informações sobre o ex-presidente Néstor Kirchner, marido falecido de Cristina, que teria uma "doença gastrointestinal" e pouco equilíbrio emocional. Outra dúvida dos americanos era se o casal compartilhava da mesma visão política.
Arábia Saudita e Irã
Mensagens diplomáticas americanas divulgadas pelo site indicam que a Arábia Saudita está obcecada com o perigo representado pelo programa nuclear iraniano e com as aspirações hegemônicas de Teerã na região.
A Arábia Saudita afirmou não estar envolvida nos documentos vazados pelo WikiLeaks e que não sabe se eles são autênticos ou não. O Irã destacou que as informações não têm valor e pretendem apenas "espalhar a discórdia" entre os muçulmanos.
Outro documento da diplomacia de Washington afirma que o guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, sofre de um câncer terminal. Khamenei teria uma forma rara de leucemia e "morrerá, muito provavelmente, em poucos meses", informa o documento divulgado nesta segunda-feira pelo jornal inglês The Telegraph.
China
De acordo com um documento da diplomacia americana divulgado pelo WikiLeaks, a China expressou aos Estados Unidos sua preocupação com a reforma do Conselho de Segurança da ONU. Além disso, advertiu que não aceitaria o Japão em uma futura ampliação do grupo. (eBand)
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