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Europeus comemoram as declarações de Dilma

Países europeus e ONGs na ONU comemoram as declarações da presidente eleita, Dilma Rousseff, de que estaria disposta a mudar o padrão de votação do País em resoluções que tratem das violações aos direitos humanos no Irã. Para governos, os comentários de D

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Países europeus e ONGs na ONU comemoram as declarações da presidente eleita, Dilma Rousseff, de que estaria disposta a mudar o padrão de votação do País em resoluções que tratem das violações aos direitos humanos no Irã. Para governos, os comentários de Dilma ainda mostram o crescente isolamento que vive o Irã. Mas pedem que a mudança não se limite a temas relacionados com a situação da mulher e que todos os temas de direitos humanos recebam uma nova atenção do novo governo.

No domingo (5), Dilma declarou em uma entrevista ao Washington Post que a decisão do Itamaraty de se abster em uma resolução na ONU que condenava o apedrejamento foi um erro. Há apenas uma semana, o chanceler Celso Amorim havia defendido a opção de abstenção do Brasil, alegando que ele não votava “nem para agradar a imprensa e nem certas ONGs”.

Nos bastidores, diplomatas europeus esperam que a declaração seja o início de uma mudança no posicionamento do Brasil, admitindo não apenas a necessidade de dialogar com os iranianos, mas também a necessidade de usar esse canal aberto com Teerã para pressionar o governo por modificações na proteção de direitos humanos no país.

Para Bruxelas, a declaração brasileira vem em um momento em que se revela que o Irã estaria mais isolado que nunca. Uma mudança na posição do Brasil seria, portanto, um golpe ainda mais duro. Nos últimos quatro anos, o tema iraniano alvo de uma controvérsia nas relações entre Bruxelas, Washington e Brasília.

Enquanto o mundo criticava a opressão contra os manifestantes que saíram às ruas para protestar em relação às eleições vencidas por Mahmoud Ahmadinejad, Lula preferiu apenas dizer que eram protestos de “torcedores” do time derrotado. Lula chegou a comparar o evento a um jogo do campeonato carioca. Lula ainda criticou a interferência inicial da comunidade internacional em relação ao apedrejamento de Sakineh Ashtiani, iraniana condenada à morte. Semanas depois, ofereceu asilo em um discurso de campanha para Dilma.

Mina Ahadi, presidente do Comitê Internacional contra Execuções, comemorou a declaração de Dilma e quer
enviar uma delegação ao Brasil para discutir a participação do País na defesa de direitos humanos. (AE)

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