Com o clima ruim no sábado, a expectativa era que a Coreia do Sul adiasse o início dos treinamentos com munição de fuzileiros navais previstos para ocorrer em ilha da costa oeste do país. O anúncio do treinamento já gerou ameaças de um novo ataque militar da Coreia do Norte e apelos por calma de Pequim.
Os fuzileiros navais da Coreia do Sul tinham planejado o exercício para os dias 18 a 21 de dezembro na pequena ilha de Yeonpyeong, atingida por um bombardeio norte-coreano no mês passado.
Mas oficiais militares ouvidos pela agência de notícias Yonhap disseram que os treinamentos deveriam ser adiados por causa de ventos fortes e neblina.
Analistas duvidam que o Norte cumprirá sua ameaça, anunciada na sexta-feira. Enquanto isso, o Sul prometeu retaliar qualquer ataque do Norte. Os militares disseram que o exercício, planejado para os dias 18 a 21 de dezembro, aconteceria numa pequena ilha a 80 quilômetros da costa, onde houve um bombardeio de artilharia da Coréia do Norte.
"Não vamos fazer nenhum anúncio do nosso plano. Apenas repórteres na ilha saberão com duas ou três horas de antecedência", disse um oficial dos fuzileiros navais sob a condição de anonimato.
Na sexta-feira, a Coreia do Norte disse que atacaria com uma força maior do que a que usou para atacar Yeonpyeong, sobre a qual ela lançou 170 rodadas de artilharia, matando quatro pessoas, enquanto a Coreia do Sul respondeu com 80 rodadas de artilharia.
CONFLITO NUCLEAR
No sábado, a imprensa do Norte lançou um novo ataque sobre a decisão do Sul de colaborar com os Estados Unidos nos exercícios e retaliar se houver outro bombardeio. Ela sugeriu que essa decisão pode começar um conflito nuclear.
É uma decisão suicida, como se eles estivessem cavando sua própria cova", disse o jornal oficial norte-coreano Minju Joson. A China, principal aliado do Norte, renovou no sábado seu pedido de calma, dizendo que qualquer confronto entre os dois países pode desestabilizar a região.
"A situação na península coreana é agora particularmente complexa e sensível e a China está muito preocupada", disse a porta-voz do ministro das relações exteriores chinês Jiang Yu.
"A China se opõe resolutamente e sem ambiguidade a qualquer ação que possa levar à deterioração e à escalada da situação e acabar com a paz e a estabilidade regional."
(DOL)
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