Um encontro emocionante na China. Depois de três décadas, um menino sequestrado quando tinha quatro anos reencontrou os pais. Uma cena rara para milhares de famílias vítimas de quadrilhas especializadas em tráfico infantil.
Wu Jiubing foi sequestrado em 1980, desde então, o rapaz foi enviado para diferentes locais pela quadrilha. Passou por pelo menos sete regiões ao longo de três longas décadas.
Em maio de 2010, a Secretaria de Segurança Pública recebeu pistas do paradeiro do rapaz. Depois de mais de cinco meses de operações da policia em varias províncias, o caso de tráfico humano foi solucionado. Um exame de DNA revelou que o homem era mesmo o filho sequestrado de Wu Amosheng e Shi Kwan.
O garoto na década de 80 tinha sido sequestrado por uma mulher que enganou a família. Ela havia pedido ajuda para encontrar o marido. Enquanto as crianças brincavam, ele foi levado e vendido para um casal sem filhos de outra província.
Os pais de Wu, hoje com mais de 60 anos, nunca desistiram do filho. Sem o apoio da sociedade e a ajuda do Governo, a chance dos pais encontrarem seus filhos diminui a cada dia.
Os esforços para divulgar informações relacionadas ao rapto de crianças no país ainda não são suficientes. Os pais reclamam que algumas autoridades e instituições se recusam a trabalhar em parceria com as ONGs.
Uma ONG especializada em crianças desaparecidas postou cerca de 4,3 mil anúncios de rapto de crianças e mais de mil noticias sobre de pais procurando seus filhos. Mas apenas 166 histórias de sucesso foram relatadas ate agora.
As lacunas existentes na lei atual favorecem o tráfico de menores no país. Os traficantes, assim como as pessoas que compram crianças, devem ser multados e receber penas de prisão. De acordo com a legislação chinesa , quem compra uma criança não enfrenta nenhuma punição se concordar em devolver depois.
Segundo o Ministério de Segurança Pública, as quadrilhas de criminosos roubam as crianças e as vendem para casais sem filhos. Muitas ficam em uma caixa de papelão na beira de estradas aguardando serem vendidas.Filhos de agricultores pobres ou trabalhadores migrantes são os principais alvos dos sequestradores.
O tráfico humano é visto como um problema crescente na China. Algumas famílias compram meninas para trabalhar como escravas ou empregadas domesticas. Um banco de dados nacional de DNA foi criado este ano, para ajudar a localizar as crianças desaparecidas. (eBand)
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