Em meio às piores inundações sofridas em décadas, a Austrália vive momentos ameaçadores. Segundo o apontamento de fontes oficiais neste sábado (1), o aumento do nível de água no nordeste do país pode alagar mais zonas e milhares de casas.
Mais de 200 mil pessoas já foram afetadas por essas inundações. Zonas do estado de Queensland manterão isoladas áreas equivalentes à França e Alemanha juntas, por pelo menos dez dias.
As equipes de emergência estão concentradas em Rockhampton, onde o nível do rio Fitzroy continua subindo e há a previsão de que chegue ao seu ponto máximo de 9,4 metros, na próxima quarta-feira. Isto representa quase um metro mais que hoje.
O desnível deste rio ameaça inundar entre duas mil e quatro mil casas nos próximos dias. O prefeito da cidade, Brad Carter, disse que o aeroporto funcionará neste sábado apenas para voos de emergência e que os habitantes da zona permanecerão isolados durante um "período longo" diante da previsão de que a água leve ao fechamento de duas estradas no domingo.
Em Emerald, na região central do estado, o rio Nagoa inundou 80% do município, onde mil casas foram evacuadas e seus 1.300 habitantes receberam 2011 em um centro de refugiados. Em Bundaberg, onde 300 casas e 120 estabelecimentos estão debaixo de água, terá início em breve a tarefa de limpeza, à medida que baixa o nível do rio Burnett, que alcançou o máximo de 7,9 metros na quinta-feira, mas que já se encontra a 5,5 metros.
A rainha Elizabeth II enviou uma mensagem de apoio aos afetados pelas inundações, que diz seguir "com grande preocupação". A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, que visitou a região na sexta-feira, anunciou a criação de uma linha telefônica para que os afetados solicitem ajuda econômica, de 1 mil dólares australianos por adulto e 400 por criança. (DOL, com informações do Terra)
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