O número de civis, policiais e soldados mortos pela violência no Iraque subiu intensamente em janeiro, à medida que militantes lançaram uma nova onda de ataques, segundo dados do governo divulgados nesta terça-feira.
O Ministério da Saúde disse que 159 civis morreram em explosões e outros ataques no mês passado, comparado aos 89 em dezembro, 105 em novembro e 120 em outubro. Foi o maior número de civis mortos desde setembro.
Cinquenta e cinco policiais e 45 soldados morreram, comparado aos 41 e 21 respectivamente em dezembro, segundo dados do Ministério do Interior e da Defesa.
Muitas mortes ocorreram em um período de duas semanas durante um ritual religioso muçulmano, e insurgentes desafiaram o novo governo xiita do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, atacando a polícia e visando peregrinos que viajavam à cidade sagrada de Kerbala.
No dia 18 de janeiro, um homem-bomba com um colete repleto de explosivos matou cerca de 50 recrutas policiais, enquanto eles aguardavam em fila para procurar empregos em Tikrit, cidade natal de Saddam Hussein. Dois dias depois, carros-bomba mataram ao menos 45 xiitas perto de Kerbala.
No dia 27 de janeiro, um carro-bomba explodiu durante um funeral em um bairro xiita de Bagdá, matando mais de 45 pessoas e ferindo muitas outras.
O Iraque continua sob o controle de uma teimosa insurgência, mas o nível de violência tem caído consideravelmente desde que o massacre sectário atingiu seu pico entre 2006 e 2007, após a invasão liderada pelos EUA que derrubou Saddam Hussein, em 2003. As informações são da Reuters. (Dol)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar