A liderança do partido governista do Egito renunciou no sábado, depois dos protestos que abalaram o governo, mas os manifestantes consideraram a medida uma artimanha que não vai detê-los do seu objetivo de derrubar o presidente.
A TV estatal Al Arábia noticiou que o presidente Hosni Mubarak --que reformulou seu governo, mas disse que vai ficar no cargo até as eleições, em setembro-- teria renunciado ao cargo de presidente do partido governista, mas depois voltou atrás.
A TV disse apenas que a liderança do partido, incluindo o filho de Mubarak, Gamal, havia renunciado e nomeado um novo secretário-geral, Hossam Badrawi, que é visto como um membro da ala reformista liberal.
Mas os manifestantes não se impressionaram. "Esses gestos não são considerados vitórias pelos manifestantes, isso é um truque do regime. Isso não está atendendo às nossas exigências. São apenas manobras para desviar a nossa atenção", disse Bilal Fathi, 22 anos.
Mais cedo, Mubarak se reuniu com alguns dos novos ministros, disse a agência de notícias do governo, numa clara afronta às centenas de milhares de manifestantes antigoverno, que se reuniram pelo décimo segundo dia no centro do Cairo, na praça Tahrir.
"A situação atual é simplesmente insustentável", disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, numa conferência sobre segurança em Munique, referindo-se à situação no Egito e também de todo o Oriente Médio.
Sabotadores explodiram um gasoduto no norte de Egito, durante a madrugada, interrompendo o fluxo do produto para Israel e também para a Jordânia, onde manifestantes enfurecidos com as dificuldades econômicas têm exigido um sistema político mais democrático. (Agência Estado)
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