O governo do Irã condenou o "massacre" do povo líbio realizado pelo regime do líder Muamar Kadafi. Teerã pediu às potências estrangeiras que atuem para interromper a repressão, dizendo que a revolta no país é parte de um despertar islâmico. "A extrema violência usada contra o povo líbio é inaceitável e nós a condenamos", afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, informou a agência Mehr.
Segundo ele, os relatos sobre ataques contra "manifestantes e áreas residenciais por aviões e o massacre de inocentes é lamentável, e nós exigimos que as organizações internacionais tomem atitudes para parar isso". "A República Islâmica considera a revolta do povo líbio e suas demandas como justas e uma continuação do despertar islâmico nos países (da região)", afirmou o porta-voz.
Grupos pelos direitos humanos calculam que entre 200 e 400 pessoas tenham morrido desde o início dos protestos na Líbia, há uma semana. O país do norte africano é rico em petróleo e tem sido comandado por Kadafi há 41 anos. (AE)
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