A população da Líbia já foge para os países vizinhos tentando escapar da repressão violenta que o governo do ditador Muammar Kadafi impõe aos manifestantes. Há pelo menos uma semana, os líbios protestam e pedem a saída do governante que está há 42 anos no poder.
A Organização Internacional para Migrações da ONU (OIM) informou que nesta quarta-feira (23), milhares de líbios cruzaram a fronteira com a Tunísia. A entidade não tem o número exato de pessoas que entraram no país, mas sabe que eles chegaram junto com tunisianos que estavam no país de Kadafi. Turcos, sírios e um grupo de alemães conseguiu sair da líbia pela rota.
A rede de TV Al-Jazeera também reportou que pelo menos 1,5 mil líbios partiram para o Egito. Na Tunísia, a ONU já afirmou que deslocou equipes para a fronteira, para receber os que saem da Líbia de maneira precária.
Líbios enfrentam repressão e desafiam Kadafi
Os protestos na Líbia começaram no último dia 17, impulsionados pela derrocada dos presidentes da Tunísia e do Egito. Os relatos vindos do país não são precisos, mas tudo leva a crer que a onda de protestos nas ruas líbias já é bem mais violenta que as que derrubaram o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak. A população tem enfrentado uma dura repressão das forças armadas comandas por Kadafi. Há informações de que aeronáutica líbia teria bombardeado grupos de manifestantes em Trípoli. Estimativas de ONGs internacionais dão conta de que cerca de 600 de pessoas foram mortas desde o início dos embates.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta quarta-feira que o governo líbio deve ser responsabilizado pela onda de violência que se espalha pelo país. Embora não tenha adiantado ações precisas, o presidente tratou de enfatizar que o mundo inteiro "todo o mundo está assistindo" ao desenrolar dos fatos em solo líbio e que o "sofrimento" e o "derramamento de sangue" são "insultantes". As informações são do Portal Terra. (DOL)
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