A maior refinaria de petróleo do Iraque suspendeu suas operações após homens armados lançarem um ataque hoje (26), matando um vigilante e detonando bombas que provocaram um incêndio, de acordo com informações de autoridades. O porta-voz do governo da província de Salahuddin, Mohammed al-Asi, disse que os agressores, munidos de pistolas com silenciadores, entraram na refinaria de Beiji na madrugada, atacaram os guardas e colocaram bombas ao redor das unidades de produção de benzeno e querosene. Um vigilante morreu e outro ficou ferido.
Os bombeiros seguiam na manhã deste sábado tentando controlar as chamas, segundo informou o porta-voz do Ministério do Petróleo, Assem Jihad, que afirmou que seria iniciada uma investigação sobre o incidente. "Esperamos que o trabalho seja concluído em breve", disse Jihad, sem dar mais detalhes.
O complexo de Beiji tem duas seções. O ataque foi lançado contra as instalações da refinaria do norte, que produz cerca de 150 mil barris por dia. A segunda área do complexo, a refinaria de Salahuddin, está em obras de renovação e processava 70 mil barris por dia.
A capacidade de refino do Iraque é ligeiramente superior a 500 mil barris por dia. As três principais refinarias do país - Dora Shuaiba e Beiji - processam um pouco mais do que a metade da capacidade de 700 mil barris diários que tinham antes da invasão do país liderada pelos Estados Unidos em 2003.
O Iraque possui a terceira maior reserva de petróleo conhecida do mundo, com uma quantidade estimada de 115 bilhões de barris, mas sua produção está muito abaixo do potencial em razão do prolongado conflito armado no país, às sanções impostas pela Organização das Nações Unidas, da falta de investimentos estrangeiros e dos ataques de insurgentes. Beiji está localizada a 250 quilômetros ao norte de Bagdá. As informações são da Associated Press. (Agência Estado)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar