Um importante líder da oposição ao governo atual do Bahrein voltou hoje (26) ao país. Hassain Meshaima retornou de seu exílio voluntário em Londres e demandou que os administradores do reino do Golfo cumpram as promessas de reforma política. O retorno de Mushaima, um importante representante dos grupos xiitas, pode marcar o início de uma nova fase do movimento contra o governo de uma nação pequena, porém estrategicamente importante para os EUA. O Bahrein abriga a quinta frota regional norte-americana, um pilar importante de infraestrutura militar para as operações do país ocidental na região.
Mushaima é o líder do movimento chamado Haq, um grupo considerado de uma linha mais dura do que o principal bloco xiita do país que lidera os protestos na nação do golfo há duas semanas.
Antes de desembarcar no Bahrein, Mushaima fez uma breve passagem pelo Líbano. O líder exilado foi recebido com beijos e abraços por um pequeno grupo no aeroporto de Bahrein. Ele defendeu que o governo dê respostas às exigências dos manifestantes por reformas políticas de abrangência mais ampla.
"O diálogo..não é suficiente. Prometer não é suficiente. Nós temos que ver alguma coisa de concreto", disse Mushaima. "(Os governantes) já fizeram promessas anteriormente, mas não fizeram nada pela nação do Bahrein", comentou.
A oposição no Bahrein está, aparentemente, dividida sobre se exige o fim da monarquia sunita ou se lhe oferece uma chance de permanência no poder em troca da transferência de mais representatividade para o parlamento eleito.
Manifestos
Protestos diários contra o governo do Bahrein eclodiram há duas semanas, como parte de uma onda de descontentamento político que se espalhou pelo mundo árabe. O movimento no Bahrein é liderado pelos xiitas, que respondem por cerca de 70% dos 525 mil habitantes do país. Mas o grupo tem reclamado sistematicamente da discriminação e de outros abusos por parte da dinastia sunita que governa o país há mais de dois séculos.
Neste sábado, milhares de manifestantes marcharam entre a Praça Pérola, uma das rotatórias mais famosas de Manama, capital do Reino do Bahrein, até o escritório do primeiro-ministro, demandando sua renúncia. A multidão cercou três lados do prédio e os poucos policiais que estavam na área não fizeram nenhuma intervenção. Milhares de manifestantes ocuparam a Praça Pérola na sexta-feira para ampliar as pressões em prol de concessões políticas. As informações são da Associated Press. (Agência Estado)
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