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Crise na Líbia causa turbulências no Brasil

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (3) que a crise na Líbia ainda não afeta as reservas internacionais de petróleo. Ela reconheceu, porém, que a instabilidade na região causa “turbulências” entre os investidores brasileiros que mantêm negócios com o

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A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (3) que a crise na Líbia ainda não afeta as reservas internacionais de petróleo. Ela reconheceu, porém, que a instabilidade na região causa “turbulências” entre os investidores brasileiros que mantêm negócios com os líbios. Para a presidenta, a expectativa é que a crise no país se encerre logo. Desde o último dia 15, manifestantes favoráveis e contrários ao governo de Muammar Kadhafi se enfrentam no país.
“Não há hipótese de você afetar o conjunto do fornecimento [de petróleo] do mundo por conta disso [da crise na Líbia]. É certo que é um petróleo leve, com um baixo teor de enxofre, então é bem valorizado e importante”, afirmou Dilma, depois de participar de reunião com o primeiro-ministro do Timor Leste, Xanana Gusmão, no Palácio do Planalto.
Segundo a presidenta, a crise política na Líbia não deve, por enquanto, preocupar o mundo no que se refere à queda na produção de petróleo, embora locais onde há poços tenham sido alvos de tiroteios entre manifestantes e forças do governo.
“Acho que não é uma preocupação ainda das maiores porque a capacidade, se não me engano, vou citar de cabeça uma coisa que me lembro de quando fui do Conselho de Administração da Petrobras, deve estar em torno de 1,8 milhão barris/dia, como se fosse a produção do Brasil”, disse a presidenta mencionando a produção líbia de petróleo.
De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), os mercados de petróleo bruto na Europa não estão ainda em fase de contenção, embora com a demanda bruta “relativamente baixa”. Em comunicado, a AIE informou que se mantém em contato permanente e direto com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na tentativa de evitar futuras dificuldades.
Para Dilma, a crise na Líbia afeta, sobretudo, os investimentos diretos de empresas nacionais no país. “Mais do que exportarmos, temos ainda investimentos diretos de empresas brasileiras na Líbia e isso causa, para esses investidores, uma turbulência, mas esperamos que esse não seja um processo permanente e duradouro”, disse.
A presidenta não mencionou a proposta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se ofereceu para intermediar um acordo na Líbia comandando uma comissão de paz no país. A sugestão foi apresentada pelo venezuelano ao presidente da Líbia, Muammar Kadhafi, e é objeto de análise da Liga Árabe – que reúne 22 nações. (Agência Estado)

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