Pessoa que estaria ferida (na maca) é levada para hospital próximo da usina de Fukushima enquanto militares medem níveis de radiação (AFP/Getty)
Autoridades do Japão informaram que existe o risco de uma segunda explosão na usina nuclear de Fukushima, que foi danificada pelo terremoto de sexta-feira e já sofreu uma explosão no sábado.
O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, afirmou que a usina pode aguentar o impacto e o reator nuclear não será danificado no caso de uma segunda explosão. Ele também garantiu que já estão sendo tomadas as providências para evitar uma segunda explosão.
"Não podemos confirmar nada ainda. Mas supomos que ocorreu um derretimento e que as medidas já estão sendo tomadas. Também há a possibilidade de que tenha ocorrido um derretimento dentro do terceiro reator.
Os engenheiros tentaram mas não conseguiram resfriar o centro de um dos reatores com água do mar, mas eles acreditam que a cobertura de concreto é forte o bastante para aguentar uma explosão e afirmam que não é provável que ocorra um derretimento.
A Companhia Elétrica de Tóquio (Tepco), operadora da usina, afirmou que os níveis de radiação em volta da usina aumentaram acima dos limites permitidos.
Cerca de 170 mil pessoas foram retiradas das áreas próximas à usina. No sábado, o governo dobrou a área de evacuação dos moradores, de um raio de dez para 20 quilômetros em volta de Fukushima.
Pelo menos 19 pessoas estão recebendo tratamento devido aos efeitos da exposição à radiação e dezenas de milhares de pessoas continuam a fugir da região.
De acordo com o correspondente da BBC em Tóquio Chris Hogg, um derretimento do reator 3 seria potencialmente mais sério do que o derretimento nos outros reatores, pois o combustível deste é urânio e plutônio, ao contrário do outro reator danificado que usa apenas urânio. (AE)
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