Enviados da ONU se reuniram com o primeiro-ministro líbio em Trípoli e exigiram que o regime de Muamar Kadhafi cesse os ataques contra a cidade de Misrata, um reduto rebelde, informou um porta-voz da ONU.
O emissário da ONU para a Líbia, Abdul Ilah Al-Khatib, e a coordenadora de assistência humanitária Valerie Amos se encontraram no domingo em Trípoli com o premier líbio Mahmud Al-Baghdadi e com o chanceler Abdel Ati Al-Obeidi.
"Ambos reiteraram a enérgica condenação da comunidade internacional pelo uso da força contra civis da Líbia e exigiram que as autoridades líbias interrompam imediatamente os ataques militares em todo o país, especialmente em Misrata", disse o porta-voz da ONU, Farhan Haq.
Conflitos Misrata
Os combates na cidade de Misrata deixaram 1.000 mortos e 3.000 feridos desde o fim de fevereiro, informou nesta segunda-feira a direção do hospital da cidade sitiada pelas forças governamentais. "No total, 80% dos mortos são civis", declarou o administrador do hospital, o médico Khaled Abu Falgha.
De acordo com Falgha, apenas no domingo morreram 17 pessoas e outras 71 ficaram feridas na cidade, que fica 200 km ao leste de Trípoli.
O médico afirmou que desde a semana passada foram internados pacientes com ferimentos graves provocados por bombas de fragmentação, armas que estão proibidas.
Os rebeldes acusam as tropas leais ao regime de Muamar Kadhafi de utilizar tais bombas, o que Trípoli nega. Saif al-Islam Kadhafi, filho de Kadhafi, negou que o regime tenha cometido qualquer crime contra o povo. (eBAND)
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