A Casa Branca desmentiu na noite desta segunda-feira (02) a informação divulgada pelo principal conselheiro da presidência para contraterrorismo, John Brennan, de que Osama bin Laden utilizou uma mulher como escudo humano.
Brennan havia declarado à imprensa que uma mulher que morreu no ataque à casa do líder da Al-Qaeda "estava, de fato, na linha de fogo como escudo para proteger bin Laden".
Segundo um alto funcionário da Casa Branca, tal informação foi revisada após os depoimentos de mais pessoas envolvidas na operação.
Bin Laden foi morto com um tiro na cabeça em uma casa no Paquistão durante um ataque das forças especiais americanas que também matou dois irmãos, supostos mensageiros do terrorista, um de seus filhos e uma mulher.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e autoridades da área de segurança do país acompanharam em tempo real a operação que terminou com a morte de Osama bin Laden, no domingo (1º), no Paquistão.
Segundo a Casa Branca, o presidente e a cúpula de segurança assistiram, na Casa Branca, aos cerca de 40 minutos da operação que levou à morte do líder da Al Qaeda. "Foi provavelmente um dos períodos mais cheios de ansiedade, eu acho, nas vidas das pessoas que estavam reunidas aqui ontem (domingo)", disse o principal assessor da Casa Branca para assuntos de segurança nacional e contraterrorismo, John Brennan.
O conselheiro também disse que, se pudessem, os Estados Unidos teriam capturado Bin Laden ainda vivo. Segundo Brennan, as Forças Armadas do Paquistão só ficaram sabendo da missão depois que aviões norte-americanos deixaram o espaço aéreo do país.
O conselheiro elogiou a ação de Obama em autorizar o ataque como "uma das mais corajosas decisões já tomadas por um presidente nos últimos tempos." Brennan assegurou que o corpo de Bin Laden foi lançado ao mar, supostamente seguindo as tradições islâmicas. "O enterro foi feito de maneira apropriada, com as pessoas apropriadas lá", limitou-se a dizer.
Segundo a Casa Branca, a operação tinha sido cuidadosamente planejada, mas os soldados do grupo de operações especiais da Marinha americana (Seals) que entraram no complexo não sabiam como seria o interior da residência, nem a quem encontrariam exatamente.
Além da mulher, morreram no tiroteio Bin Laden e outros três homens –que Brennan apontou que aparentemente seriam um dos filhos adultos do dirigente da Al Qaeda, seu mensageiro de confiança e o irmão deste último. (eBand)
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